Tem coisas que nós só percebemos que são importantes quando as perdemos. A saúde é provavelmente a mais importante. Uma mais prosaica é energia elétrica, sem mencionar a conexão de internet. Esta regra vale para a democracia?
O número de países democráticos cresceu muito após a Segunda Guerra Mundial. Com a implosão da União Soviética e da Cortina de Ferro deu mais um salto. Muitos cientistas políticos previam que em mais duas ou três décadas, sobrariam poucos sem um governo democrático. Como a história não é linear, nos últimos anos assistimos a democracia ser desmontada em países com a Venezuela e Nicarágua, com tendências de esquerda, mas também, os direitistas na Turquia, Polônia e Hungria. Muitos livros tentam explicar as causas deste retrocesso. Um dos mais assertivos é “The People vs. Democracy” de Yascha Mounk.
Segundo Mounk, três principais causas seriam: estagnação no nível de vida, medo dos imigrantes terem um peso muito grande nas eleições e a explosão das mídias sociais. As soluções para reverter este cenário seriam reformas radicais que beneficiassem todos e não só alguns.
No Brasil, o fator imigração não tem um peso relevante, mas os outros dois pesam muito. Alguém arrisca a projetar um cenário para o governo que assumirá em 2023?
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