No último período do Owner/Management Program, da Harvard Business School, nossas aulas de Finanças foram focadas no Valuation (valorização de negócios). O professorSteven Rogers nos fez exercitar diversas fórmulas para medir o valor de uma compra ou venda de um negócio. O que não aprendemos foi a fórmula para avaliar uma startup. Quer conhecer uma história de uma?
Faz algumas semanas, contei a história de uma rápida mentoria pro Bono que fiz com oParsival Ferreira,quando ele me apresentou uma ideia de uma startup. Depois de alguns desentendimentos, por feedbacks que tentei passar, perdemos contato, até que li no jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, uma entrevista com ele, na qual agradeceu a mentoria, que resultou em um aporte de 2,5 milhões de reais na startupOnedoor.Conclui post recomendando: Não tenha medo de ser feliz, mas não se esqueça de fazer o trapézio com rede. Na semana passada, jantamos juntos em São Paulo. Não é que ele seguiu as minhas sugestões? Como a proposta original me pareceu meio louca, além de não parecer ter perspectiva de geração de valor, perguntei como conseguiu um aporte tão alto em um negócio que mal cobria os custos fixos básicos. Ele me explicou que “pivotou” o modelo inicial (quem não conhecer a expressão faça como eu: procure no Google), e quando “breakivou (neologismo de startupeiros) fez um “elevator pitch” (motivo da nossa discórdia inicial) conseguiu convencer um fundo de investimentos que uma parcela pequena do negócio valia mais de 2,5 milhões de reais. Neste ponto lembrei de uma lição do professor Rogers: “O valuation de um negócio é o que o comprador está disposto a pagar e o vendedor e vender”.
Alguém entendeu como o fundo chegou neste valor, para um negócio que estava em fase inicial e mal cobria os custos fixos mínimos?
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