Post NOVO INTERVENCIONISMO 2301

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Por Ismar Roberto Becker

Faz mais ou menos uns 7.500 anos que deixamos de ser nômades e coletores para começar a viver em cidades. A partir daí, além da população, tamanho do Estado e a volúpia do Estado cresceu sem parar, junto com a pequena elite que o controlava. O que mudou nesta trajetória devido à pandemia? 
Na semana passada, participei de uma conferência virtual (uma das mudanças que vieram para ficar), promovida pela revista The Economist, para avaliar como o tamanho do Leviatã, o monstro sugerido por Thomas Hobbes, aproveitou a crise para crescer em tamanho e controlar nossas vidas. Após a Segunda Guerra Mundial, assistimos ao fortalecimento do modelo de controle total do Estado sobre a vida dos cidadãos, atrás do que Churchill denominou Cortina de Ferro. O mundo livre reagiu com o aumento do poder através das empresas estatais, que viraram uma máquina de moer recursos do cidadão em nome de projetos estratégicos. Lá pela década de 80, dois expoentes liberais deram passos fundamentais para mudar esta trajetória. Ronald Reagan nos Estados Unidos e Margareth Thatcher no Reino Unido desmontaram o monstro que controlava desde hotéis, hospitais, transporte, mineração, comunicação e outros aspectos triviais das nossas vidas. Após a queda do Muro de Berlim, que sepultou o modelo do centralismo do Estado, o cientista político americano decretou o fim da história, com a supremacia do Estado democrático e liberal. Basta olhar para fora da janela para saber que esta previsão foi enterrada pela pandemia de Covid. Como muitas vezes na história, desde as primeiras cidades na Mesopotâmia, o monstro do Leviatã aproveitou uma crise para se alimentar dos cidadãos.
No novo intervencionismo o Estado não controla diretamente alguns meios de produção através de empresas estatais. O controle agora é mais sutil através de ações como:
1.Política de desenvolvimento industrial, para incentivar atividades estratégicas como a produção de chips, baterias, medicamentos, entre outros.2. Controle das chamadas Big Techs, como Google, Meta, Microsoft e Apple.3. Regulamentação de aspectos fundamentais dos negócios, sob a sigla ESG (Ecológico, Social e Governança), que criarão uma nova indústria da regulamentação, a mesma que certificou que a barragem de Brumadinho atenderia às exigências de segurança. 
Para pagar tudo isto, evidentemente,que o Estado precisa de mais dinheiro. Quem você acha que vai pagar a conta?
#ismarbecker #Estado #Governo #Capitalismo #liberalismo #Impostos 

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