Post MOTIVACAO INTRINSECA 1801inta

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Por Ismar Roberto Becker

Uma disputa filosófica antiga é sobre a bondade ou maldade intrínseca dos homens. Somos mais propensos a ser bons ou maus? Quer saber como isso influenciou os modelos de gestão de empresas?
Uma das minhas leituras nas férias foi a “Humanidade – Uma História Otimista do Homem”, do holandêsRutger Bregmann. A tese fundamental do livro é que os seres humanos não são maus por natureza, que é o princípio que justifica as intervenções e controles tanto do capitalismo quanto do comunismo. Frederick Taylor criou a teoria da Administração Científica, que revolucionou a linha de produção, mas tornou o empregado uma peça de uma grande engrenagem. Será que este conceito continua válido nos tempos do home office, das big techs e do profissional que não quer mais casar com a empresa?
Os dois filósofos que encarnam a teoria do homem bom versus o mal, são Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau. Hobbes era o pessimista que acreditava na maldade das pessoas, que estão sempre em guerra contra todos. No seu famoso livro Leviatã que “a anarquia pode ser domada e a paz estabelecida – se todos concordamos em abrir mão da liberdade”. Já Rousseau defendeu que no fundo todos somos bons e só a partir das instituições da sociedade civil nos tornamos maus.
Em outra leitura durante o final do ano, mergulhei no “A Reinvenção da Empresa” dePaulo MonteiroeWanderlei Passarella,que em 2017, anteciparam alguns conceitos do livro de Bregmann de 2020. Eles propõem, seguindo a linha de Rousseau, que as empresas devem ser administradas em uma estrutura não hierárquica, com poder distribuído, sem grupos estanques, cuja comunicação flui de acordo com a situação e necessidade, baseada em uma transdisciplinaridade, já que podemos chegar a um nível de consciência mais elevado se não formos tolhidos pelos grilhões hobbesianos.
O conceito é um tanto quanto complicado. Vale a pena pensar em estruturas diferentes para gerir as empresas?
#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidade #gestão

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