Post LICOES ACONCAGUA 2509

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Por Ismar Roberto Becker

Muitas vezes temos a impressão de que o tempo corre em momentos de felicidade e anda a passos de tartaruga em momentos difíceis. Para as crianças, o tempo anda devagar, para os mais velhos ele escapa entre os dedos. Quer conhecer um exemplo real da diferença na percepção do tempo?
Em 1997, tentei com quatro amigos subir os 6.962 metros do Cerro Aconcágua. Quando estávamos em uns 5.200 metros fomos quase que engolidos por uma tempestade de vento e neve. Felizmente conseguimos retornar para o acampamento na Plaza de Mulas (4.300 metros). Dois dias depois, caminhamos 35 km até a entrada do Parque Nacional, onde estava uma van que nos levaria para Mendoza.
No meio da descida, encontrei um senhor no sentido contrário com uma enorme mochila cantando em alemão. Parei para falar com ele e perguntei onde estavam seus colegas e a mula com o equipamento mais pesado. Ele respondeu que estava sozinho e que estava levando uma parte do equipamento, deixaria em Plaza de Mulas, retornaria para a entrada do parque para buscar o restante, e subiria novamente. Breve resumo, 35 km para subir + mais 35 para descer + 35 para subir novamente.  Questionei se esta empreitada não tomaria muito tempo. Resposta sábia na minha jugular: meu filho, tenho 67 anos, sou aposentado e tempo é o que eu mais tenho. Hoje não estou muito longe desta idade e ainda não cheguei aonde ele chegou.
Com que velocidade o tempo anda para você?
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