Maquiavel já disse faz 500 anos que nada é mais difícil ou perigoso do que tentar mudar uma instituição. Na minha carreira no Brasil e Exterior senti isso na carne em três frustradas ocasiões, na Irlanda, no Brasil e na Alemanha. Quer comparar com as suas experiências?Vou começar pela mais recente: compra da massa falida do que restou da Leipold na Alemanha, que foi a maior produtora mundial de decalcomanias, para decoração de porcelana e vidro. Caso típico da saga: pai rico, filho nobre, neto pobre. Após a segunda falência, restou um enorme ativo tecnológico e um reduzido quadro de funcionários totalmente fechados a qualquer mudança. Sabendo das dificuldades que enfrentaria (os alemães inventaram o conceito de Zona de Conforto) usei o modelo dos 8 passos de John Kotter, que ele agrupa em três etapas:1. Criar um clima de mudança;2. Envolver e empoderar a organização;3. Implementar e manter a mudança.Para facilitar o entendimento, dei a cada um dos 34 colaboradores um livreto do Kotter em quadrinhos contando a história de um iceberg que está prestes a afundar. O título em alemão é bem sugestivo: Das Pinguin-Prinzip.Os dois resultados que consegui foram:a) Quem apoiou as mudanças foi apelidado de pinguim;b) Um dos supervisores resumiu o posicionamento do grupo: “Se nós não entendermos ou concordarmos com suas propostas, vamos boicotar. Quem arrisca sugerir o que aconteceu com os 34 funcionários? #ismarbecker #gestão #empreendedorismo #inovação #mudanças #kotter



