No início da pandemia, eu estava na presidência da Associação Empresarial (Acisbs). Nossos associados, incluindo eu, estávamos chocados com a paralisação quase total dos negócios. As vendas, e pior, as cobranças pararam. Como sobreviver?
Junto com os diretores decidimos fazer um trabalho de mentoria, focado nas ações para preservar o fluxo de caixa com medidas como deferimento de impostos, redução de jornada de trabalho e linhas de financiamento. Em webinar, fui questionado se não havia risco de uma retomada da inflação, com a enorme injeção monetária do governo. Minha resposta foi não, porque nem sonhava com a rápida e forte recuperação da atividade econômica em poucos meses (a chamada curva em “V”). Hoje temo que a resposta seja outra.
Os EUA, que teve uma recuperação ainda mais forte, a inflação anualizada de fevereiro foi 1,7%, março de 2,6 e a projetada para maio é de 3,5%, bem fora da variação da meta de 2%. No Brasil, com uma combinação de dólar alto, que encarece importações e estimula exportações, mais o aumento dos preços de alimentos, poderemos ter um efeito grave.
Qual o cenário hoje? Até onde o Banco Central aumentará os juros? Será que corremos o risco de uma alta inflação com baixo crescimento econômico?
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