Uma empresa tem duas estruturas. Uma é o organograma formal, no qual teoricamente, cada quadradinho tem o poder de decisão sobre algum assunto. O outro é o funcionograma, que é como as decisões são realmente tomadas. Você conhece o funcionograma da empresa onde atua ou dos seus clientes e fornecedores?
Em todas as empresas existem conflitos potenciais entre produção e vendas, financeiro e compras, recursos humanos e produção, entre outros. Estes conflitos são causados pela chamada visão silo, onde cada área vê somente seu interesse, sem pensar na geração de valor para o cliente, que é o que paga o salário de todo mundo. Em uma empresa familiar este conflito é potencializado por rivalidades entre irmãos, primos e cunhados (este é um pepino grande). Na maioria dos casos a única coisa que você, como funcionário, cliente ou fornecedor pode fazer é conhecer o funcionograma e conviver com ele.
O funcionograma deste post, mesmo que em inglês, dá uma ideia da situação de muitas empresas. Vamos ver alguns exemplos que vivi com clientes ou fornecedores, e como administrei (ou tentei) a situação, sempre com uma boa dose de hipocrisia.
– Um dos sócios é o que realmente toma as decisões, mas o outro é que quer aparecer. Neste caso você tem que ouvir o que realmente manda, e fazer o outro acreditar que está seguindo as ordens dele.
– O chefe tem uma amante na empresa. Fique longe e faça de conta que não sabe de nada.
– O filho do dono pede propina. Perdi o cliente, e não avisei o pai porque vi que era inútil.
– Ciúmes. Os de homem são piores do que de mulheres, mas você só pode acender vela para os dois santos.
– Rivalidades ocultas. Caso descubra, evite um dos lados.
As recomendações parecem maquiavélicas, mas como o autor do O Príncipe, não estou propondo teorias. Estou simplesmente escrevendo como as coisas são na realidade. Como você trata casos delicados como estes?
#ismarbecker #carreiras #motivação #gestão #liderança #comunicação



