As empresas familiares necessitam de estruturas e planos diferentes nos seus diversos estágios de vida (início, expansão e maturidade). No post anterior, comentei como o modelo dos três círculos das empresas familiares de Tagiuri e Davis, que propõe ferramentas para cada etapa. Quer ver os erros mais comuns em clientes que atendi?
No círculo da propriedade, o negócio pode passar por três estágios: dono fundador, primeira geração e segunda geração de familiares. Em todos eles, é recomendado e/ou necessário realizar assembleias de acionistas e ter algum tipo de conselho de administração ou consultivo.John Daviscompara o papel destes órgãos com um cantor solo na fase inicial da empresa, com evolução para um grande coro.
Um dos grandes clientes que atendi é uma empresa com gestão familiar, embora o principal gestor não tivesse a maioria acionária. A assembleia anual de acionistas era uma verdadeira festa de família, com fartos e intermináveis almoços. Os assuntos estratégicos passaram ao largo da pauta. A distribuição de dividendos (mesmo em anos com prejuízos) tomava quase todo o tempo disponível. Com a morte do líder máximo, instalou-se um sistema feudal onde o novo “rei” foi controlado pelos diversos nobres da família. A empresa é quase uma miniatura do que já foi.
Neste caso específico, a decadência poderia ter sido evitada com a formação de um conselho composto exclusivamente, por profissionais externos, não familiares e sem conflitos de interesse com os negócios da família.
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