Post BOLHA CHINESA 2 0601

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Por Ismar Roberto Becker

A grande crise do subprime de 2007/08, foi deflagrada pela decisão do governo americano de não interferir no banco Lehman Brothers. A explosão da bolha imobiliária na China, já pode ter sido deflagrada por uma ação do governo chinês. Quer conhecer os detalhes e as possíveis catastróficas consequências?
Na semana passada, postei comentários sobre a questão da bolha imobiliária chinesa. A receptividade foi excelente, mesmo que alguns comentaram que a China é muito grande para quebrar. Pode até ser, mas antes do que se esperava, duas verdadeiras bombas afetaram o mercado. No primeiro final de semana do ano, circularam informações de que o governo Hainan ordenou a empresa a demolir 39 prédios de um megaprojeto, alegando um licenciamento ilegal. O resultado imediato foi a suspensão das negociações das ações da Evergrande na Bolsa de Hong Kong. Ainda em dezembro, a empresa entrou tecnicamente em default (inadimplência), por não pagar mais de 1,2 bilhões de juros, da sua dívida de mais 300 bilhões de dólares. Pode parecer pouco, considerando os milhares de prédios que a Evergrande está construindo, mas para quem já estava com a credibilidade afetada, pode ser o alfinete para estourar a bolha.
Nenhuma crise econômica acontece de hoje para amanhã ou tem uma única causa. Querem conhecer mais alguns fatores que podem levar a China, na melhor das hipóteses, a um crescimento menor ou até a um crash que seria como um tsunami mundial?
Não é provável que o governo chinês deixe a Evergrande e outras incorporadoras quebrarem, mas considerando o que eles representam para o PIB (entre 25% e 30%), o socorro financeiro terá que ser gigantesco e por muito tempo. Contudo, não é tão fácil, já que a relação dívida Interna x PIB, segundo as últimas estatística, que nem sempre são confiáveis, indicam que a dívida chinesa já passou dos 280% do PIB. Um número destes praticamente inviabiliza uma injeção maciça de liquidez para conter uma crise. Alguém pode argumentar que a China tem mais de 1 trilhão de dólares em títulos do governo americano. Embora isto seja pouquíssimo provável, caso acontecesse, geraria uma crise mundial ainda maior, exigindo um aumento dos juros nos EUA, derretendo as Bolsas de Valores e provocando um caos no mercado cambial.
Projetar cenários sobre as consequências de um problema destes em qualquer país não é fácil. Na China, é quase impossível, pois o país acabou de passar da categoria de uma ditadura de Partido (PCC) para pessoal (Xi Jinping). O último líder chinês com o poder de Jinping foi o Grande Timoneiro, que provocou a morte de milhões de pessoas no Grande Salto para Frente e na Revolução Cultural.  A diferença destas duas loucuras e o que um novo coelho tirado da cartola por um ditador, é a importância da China na economia mundial.
Quem atua, direta ou indiretamente, em setores que exportam muito para a China já pensou nas consequências que isto pode ter no seu negócio?
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