Estamos à beira do apocalipse na Terra na visão da extrema esquerda e dos verdes. Para a extrema direita não temos problemas ecológicos nem desigualdade. Quem tem razão nesta discussão?
Não pretendo discutir ideologia, nem política. Após ler uma entrevista deKarl-Heinz Paqué, na revista alemãWirtschftswoche,julguei válido trazer alguns argumentos para contribuir para um debate menos radical dos níveis de crescimento econômico, bem-estar e qualidade de vida. A história da humanidade pode ser dividida em duas partes: antes e depois da Revolução Industrial (século XVIII).Steven Pinkercomprova no ‘O Novo Iluminismo’, com 75 gráficos, como a vida, saúde, paz, segurança e a felicidade, entre outros aspectos, estão melhorando em todo o mundo. Isto não significa que não existam problemas como a má distribuição da riqueza entre os países e a população. Paqué lembra que “não existe bem-estar sem crescimento econômico, apesar do crescimento não ser um objetivo em si, senão um instrumento para melhorar a qualidade de vida dos seres humanos”. Ele ensina à direita que o PIB não deveria ser medido por fatores econômicos, mas deveria incluir fatores como educação, saúde, biodiversidade e distribuição de renda. Para os esquerdistas, ele lembra que pensar como distribuir, é necessário saber como promover o crescimento, para gerar riquezas que possam ser distribuídas. Os dois concluem que temos de estabelecer limites para a exploração dos recursos naturais, controlar o aquecimento global e diminuir a desigualdade econômica, social e educacional, mas sem matar a galinha dos ovos do crescimento econômico.
A busca da felicidade é o ponto em comum dos dois extremos ideológicos. Neste quesito,Pinkerdivide as pessoas em duas categorias:
– São felizes: Aquelas que têm suas necessidades satisfeitas, são saudáveis, têm dinheiro suficiente e se sentem bem quase o tempo todo. Vivem no presente, são tomadoras e beneficiárias.
– Tem vidas significativas: talvez não tenham todas ou até nenhuma das benesses das pessoas felizes, mas tem uma narrativa sobre o passado e um plano para o futuro, são doadoras e benfeitoras. Elas perseguem objetivos ambiciosos, mas não de forma masoquista.
Como liberal, acredito que o livre mercado, com os devidos controles, é a única resposta para a evolução da qualidade de vida, vista de forma holística do ser humano. A destruição criativa, termo cunhado por Joseph Schumpeter, é uma das garantias de que encontraremos soluções para evitar o apocalipse prevista pelos pessimistas. Emprestarei uma das frases do livro ‘A Reinvenção da Empresa’,de Paulo MonteiroeWanderlei Passarela,que criticam os excessos do Iluminismo, para resumir minha opinião sobre o caminho para o desenvolvimento necessário para gerar nossa bem-estar: “Nem o capitalismo selvagem, nem o socialismo paralisante, mas um mundo empresarial vivo, dinâmico e justo”.
Quem tem razão na discussão sobre o possível apocalipse do planeta?
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