POR QUE VELHOS NÃO PERGUNTAM?

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Por Ismar Roberto Becker

De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Quer saber por que muitos perdem esta capacidade com o tempo?

Seria muito fácil não fazer perguntas, mas nosso cérebro não para. A curiosidade e a insatisfação fazem parte do nosso ser. Muitos têm medo de mudanças, de sair da zona de conforto. Outros, nunca param de ter novos projetos e desafios.

Para a maioria que prefere não correr riscos, existem as ideologias igualitárias, de direita ou esquerda, que dão segurança em troca da liberdade. É o Leviatã de Thomas Hobbes. Outro refúgio são as religiões, que cobram sacrifícios aqui na Terra, em nome de um paraíso após a morte.

As crianças são espontâneas. Elas não têm vergonha em fazer qualquer tipo de pergunta, além de não aceitar todo tipo de resposta. Com o tempo perdemos esta capacidade, por achar que sabemos tudo, ou por vergonha de admitir que não sabemos algo.

O catalão Francesc Miralles, autor de Nietzsche para Estressados, fez uma lista de 20 perguntas que ele chama de EXISTENCIAIS. Selecionei as três que são os pilares da filosofia.

  1. TEM ALGUÉM AÍ? Desde sempre acreditamos em deuses, para ter uma explicação de onde viemos. A melhor explicação científica é o Big Bang (explosão primordial). Mas de onde veio a energia para esta explosão? Seguindo a lógica “no creo en brujas, pelo que las hay!”, acredito no deus de Spinoza – Deus é natureza.  Deus é único, infinito e necessário. Por isso, não precisamos de intermediários para falar com Deus.
  1. QUEM SOU? Não nascemos com um ‘eu’ pronto. Passamos por vários ‘eus’, ao longo da vida, influenciados pelo meio (família, cultura, profissão, experiências). Tento evoluir perguntando:

– O que me motiva?
– Quais valores não negocio?
– Como me vejo, como os outros me veem?
– Deixei de fazer algo por medo?
– Vivo em sociedade, tenho que seguir regras. Como faço para não perder meu eu?

  1. MEDO DA MORTE? A morte nos apavora pois não sabemos o que tem depois da vida. Como acredito no deus de Spinoza e no ensinamento Estoico Memento Mori, foco em viver o tempo que ainda tenho. Sigo as sugestões do Miralles me adaptando ao envelhecimento:

– Inteligência: aceito que perdi muito da inteligência fluida (decisões ágeis), mas aproveito a inteligência cristalizada (visão baseada nas experiências).

– Vida ativa: ócio é o demônio da mente. Mantenho os dois em atividade, combinando exercícios físicos diários, ouvindo audiobooks, podcast, etc, além de escrever diariamente no LinkedIn.

– Aceitação: não luto contra a realidade dos efeitos da entropia sobre meu corpo.

– Otimismo: sempre vejo o copo meio cheio, mesmo que tenha que repor o que já tomei. Meu networking vai de 15 a 100. Procuro aprender com os mais velhos que sabem viver a vida.

Como você responde às três perguntas existenciais?

Fonte: “20 Preguntas Existenciales – Cuyas respuestas pueden cambiar tu vida” – Francesc Miralles.

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