PORQUE DESISTI DA POLÍTICAMetade dos brasileiros dizem que o presidente é péssimo. A outra metade que nunca na história deste país tinha um presidente tão bom. Como vivemos no mesmo país, uma das metades está errada. Vamos tentar descobrir por que este erro começa nos municípios?Desde 2013, publico minhas reflexões em um jornal local. Defendo minhas posições LIBERAIS: propriedade privada, livre mercado, meritocracia e democracia. Sem uma delas as outras não se sustentam. Não escrevo sobre política local, para não entrar em bairrismo. Hoje farei uma exceção para contar como funcionam as eleições municipais, e o que aprendi como candidato, aqui em São Bento do Sul. Apertem os cintos e tirem as crianças da sala. POR QUE FUI CANDIDATO?Como presidente da Associação Empresarial, interagi com o Executivo e o Legislativo. Onde muitos veem problemas, vi oportunidades. A soma da competência de muitos servidores, com práticas de gestão de empresas privadas, revolucionou algumas cidades de Santa Catarina. Por quê não tentar repetir o que meu pai fez quando prefeito em 1965?PROPOSTAS Em conjunto com a candidata a vice, e pessoas com experiência em cada área, elaboramos um plano que tinha como lema: SAÚDE PARA HOJE – EDUCAÇÃO PARA AMANHÃ, que cabia em uma página, com cinco pilares:SAÚDE: Prevenir é melhor do que curar.EDUCAÇÃO: jovens preparados para a Nova Economia.SOCIAL: Cuidar de quem mais precisa.GESTÃO: Fazer mais e melhor, com menos. PLANEJAMENTO: Planos para 30 anos, não para um mandato.Cada pilar tinha somente três propostas, para serem lembradas e, facilmente, cobradas. POR QUE PERDI? Por falta de espaço citarei somente um erro, em três dos pilares. – Saúde: Digitalizar controle de consultas e exames. Além de facilitar a vida do cidadão, permitiria controlar a produtividade dos profissionais da saúde. Adivinha quem não gostou da proposta? – Educação: Adequar currículos para a nova economia. Isto incluiria classes de empreendedorismo, sendo quase um palavrão para plano curricular de esquerda. Lá se foram algumas centenas de votos.- Gestão: Escolha dos secretários e diretores por meritocracia, preferencialmente entre servidores de carreira. Muitos dos “apoiadores”, sabendo sua total incompetência para alguma destas funções, se afastaram. Três chances para dizer onde alguns passaram os últimos anos? Em resumo: Abusei das argumentações seguindo o LOGUS (lógica, razão, evidência) e ETHOS (caráter, ética, evidências), e subestimei o PATHUS (emoção, paixão, empatia), que na política deve vir acompanhado da PSÉMA (mentira)AVALIAÇÃO ÚLTIMOS ANOS A mudança prometida pelo vencedor, pode ser resumida em uma frase do romance O Leopardo: “Se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”. Ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes. VALE A PENA TENTAR DE NOVO?Não abro mão do LOGUS e do ETHOS. Aprendi a importância do PATHUS, mas não pagaria o preço da PSÉMA, para atingir qualquer objetivo. Por isto a resposta é não.Qual sua avaliação da política?#ismarbecker #motivação #carreira #política #gestao



