O Brasil está sendo vítima de um ataque contra a estabilidade econômica iniciada com o Plano Real. Quer conhecer o plano?
Duas frases para lembrar o risco de esquecer os erros cometidos, além de repeti-los.
“Quem não conhece a história está condenado a repeti-la” George Santayana.
“A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa” Karl Marx.
A combinação destas duas frases ficou mais evidente com a tentativa de acabar com um dos pilares do Plano Real, com as medidas disfarçadas de aumento do IOF, na semana passada. O objetivo foi claro: implantar o CONTROLE CAMBIAL, acabando com o CÂMBIO FLUTUANTE. Isto seria só o começo. Vamos rever um pouco da história?
O partido dos trabalhadores que não trabalham fez gatos e sapatos para sabotar o Plano Real. Os principais argumentos eram que o plano não atacava as causas estruturais da inflação: rigidez orçamentária, dívida pública crescente, estrutura tributária regressiva. As reformas seriam eleitoreiras, que iriam reduzir o poder de compra da população mais pobre. Esqueceram que os pobres sofrem muito mais com a inflação.
A estabilidade econômica do Plano Real tem três pilares:
– Metas de inflação, controladas pelo Banco Central.
– Câmbio Flutuante, com intervenções mínimas e pontuais.
– Superavit primário, para controlar o aumento da dívida pública.
Qualquer populista, de esquerda ou direita, foge deste tripé. Ele acaba com a possibilidade de programas sociais para compra de votos, cobrando uma comissão no meio do caminho.
Como não conseguiram impedir a aprovação do Plano Real, sendo atropelados nas eleições de 1994 e 1998, o projeto foi retomado em 2002. O Aiatolá de Garanhuns recebeu a casa em ordem, tomou medidas para acalmar o mercado, surfou uma enorme onda de boom das commodities. No meio do caminho, com o Mensalão e o Petrolão, comprou votos no Parlamento para retomar o desmanche do Real, afinal o espaço para populismo fica muito restrito com a economia sem inflação.
Com o esgotamento do modelo começando, abriram o saco de mágicas da Nova Matriz Econômica. Desmontaram o tripé com as seguintes ações:
– Manipulação do juros e controle de preços.
– Intervenções frequentes no câmbio, para manter um câmbio valorizado.
– Geraram um déficit estrutural a partir de 2012, manipularam as contas com contabilidade criativa. Criaram a pior recessão do século, com a maior taxa de desemprego. Perdemos o grau de investimento.
No FebeaPá (Festival de Besteira Petralha que Assola o País), assistimos à TRAGÉDIA da tentativa de acabar com o Real com a Nova Matriz Econômica. Desde o natimorto arcabouço fiscal, estamos assistindo à FARSA do conto da carochinha da estabilidade, que vinha sendo minada com super fungos e narrativas. A máscara caiu com o aumento do IOF, sendo o começo de um Controle Cambial, que quer acabar com o câmbio flutuante.
Seguindo Santayana: até quando vamos ignorar a história e parar de repeti-la?
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