O que era para ser um passeio em Kiev virou uma guerra que mudou a ordem mundial. Putin tem algo para comemorar no quarto ano da invasão da Ucrânia?
Em fevereiro de 2022, Putin apostou que Kiev cairia em três dias, Zelensky fugiria ou seria morto, com uma mínima reação do Ocidente.
Quatro anos e mais de 1 milhão de soldados mortos ou feridos fora de combate, assistimos ao vivo drones e mísseis ucranianos dizimar a mínima movimentação de tropas russas, e atingir alvos no coração do território russo. Nos últimos meses, a Rússia perdeu uns 40 mil homens por mês e consegue recrutar só uns 35 mil.
A guerra está longe de terminar porque um não consegue ganhar, e o outro não pode perder. Nos últimos meses, assistimos a uma repetição da guerra de trincheiras na França na Primeira Guerra Mundial.
Putin justificou a “operação militar especial” como necessária para desnazificar a Ucrânia, além de frear a expansão da Nato. Além de regimes totalitários como China, Irã, Coreia do Norte, o Brasil foi um dos poucos que não condenou a invasão.
O balanço para a Rússia, até o momento, é catastrófico.
Putin conseguiu a militarização da Europa, a expansão da OTAN, com a entrada da Suécia e Finlândia, a redefinição da cadeia energética global, o enfraquecimento do Eixo do Mal. A Venezuela está fora, o Irã a caminho.
A guerra está custando uns 8% do PIB russo, transformando as indústrias para abastecer os canhões, as exportações de petróleo e gás são feitas à preços muito abaixo de mercado.
Na Primeira Guerra, a batalha de Verdun não quebrou a França, mas levou ao fim da guerra por exaustão. Nesta guerra, os russos acreditam que podem ganhar por exaustão do adversário, enquanto a Ucrânia inova na guerra tecnológica.
Quem vai piscar antes?
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