“Os filósofos interpretaram o mundo de diversas formas. O ponto, contudo, é transformá-lo!” Seguindo esta linha, Marx previu o fim do capitalismo. Quer saber por que estava certo?Fazer previsões é sempre um exercício arriscado. Pode acabar com a reputação de qualquer um. Uma forma para reduzir o risco é fazer previsões vagas, que permitem diversas interpretações, além de não estabelecer uma data para o evento previsto. Alguns que adotaram esta lógica: o mago Nostradamus, os horóscopos, tarô. Como Marx era inteligente, tanto que quase nunca trabalhou, ele seguiu o conselho, não estabelecendo um prazo para o fim do capitalismo. Os discípulos seguiram essa linha, até porque são pouco familiarizados com a transpiração, preferindo viver em estado permanente de masturbação criativa.O problema é que a seita marxista foi perdendo fiéis pelos desastres econômicos e humanos nos países onde a utopia foi tentada. Já se passaram mais de 150 anos do lançamento de “O Capital” e o capitalismo continua firme e forte, apesar das crises. A solução foi dar um banho de loja na previsão, adicionar nova ameaça (apocalipse climática), além de seguir o conselho do túmulo de Marx: Vamos transformar o mundo.A nova profecia é promover o decrescimento “uma redução temporária da produção e do consumo em regiões mais ricas do mundo, planejada democraticamente para diminuir as pressões ambientais de forma equitativa e com objetivo de melhorar o bem-estar”. O autor é o francês Timothée Parrique, em “Desacelerar ou perecer: A economia do decrescimento”. Só li comentários sobre o livro, mas parece que o jovem candidato a filósofo não explicou quem/como vai decidir quem não vai produzir, que produto não será produzido, como será o processo democrático para planejar está redução e quem definirá o bem-estar. Outro profeta mais lunático que Parrique, no livro “Less is More” (Menos é Mais), o economista Jason Hickel, diz focar seus estudos na antropologia econômica, na desigualdade, no imperialismo e na economia política, prega simplesmente a abolição do capitalismo e a criação de um regime Poscapitalista. Em uma palestra no YouTube (Jason Hickel on Post-Capitalism – Wetenschappelijk Bureau GroenLinks), Hickel segue os dois primeiros passos do roteiro descrito por Thomas Sowell, em “Os Ungidos – A Fantasia das Políticas Sociais Progressistas”:1. Crise: situação gravíssima que só os ungidos podem resolver: para justificar, ele apresenta uma série de indicadores, cuja fonte é ele mesmo, com absurdos como um aquecimento global de atual 3,2 graus, com mais de 30 milhões de pessoas tendo que migrar por ano, devido ao aquecimento global.2. Solução: acabar com o capitalismo, reduzir o nível da atividade econômica, para que todos fiquem no mesmo nível de miséria, como em Cuba, Venezuela e Coreia do Norte.Se compararmos a esses dois, você não concorda que algumas eminências do governo são verdadeiros carneirinhos ideológicos?#ismarbecker #ideologia #socialismo #comunismo



