OFFSHORE x NEARSHORE 2508

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Por Ismar Roberto Becker

Já estamos cansados de ouvir e ler que o mundo mudou com a pandemia e a invasão da Ucrânia. Lamentavelmente, mesmo não gostando, o mundo mudou. Quer conhecer uma mudança positiva que pode afetar a sua carreira?A economia é cíclica, movida por modismos e ondas, com muito efeito manada: quando um vai para um lado, todos vão junto. Uma grande onda, deflagrada pela visita de Nixon à China em 1972, e a virada para uma economia de mercado por Deng Xiaoping em 1978, tomou conta do planeta até 2020. Milhares de fábricas, que geravam milhões de empregos, foram fechadas nos Estados Unidos, Europa e América do Sul, com a produção transferida para a China. Por que um empreendedor ia administrar uma fábrica, com operários que reivindicavam cada vez mais direitos, se podia comprar por uma parcela do preço na China, sem se preocupar com direitos trabalhistas, meio ambiente, segurança no trabalho, entre outras “coisitas” mais?  Antes que culpem a “mais valia” dos empreendedores, é importante destacar que a liberalização total do comércio, feito pelos governos, é que criou esta situação. Em 1980, fiz um estágio em uma fábrica de porcelana do grupo Winterling no norte da Baviera, na Alemanha. O grupo tinha seis fábricas, cada uma com 2.000 colaboradores. Selb, a cidade mais conhecida da região, era uma das capitais mundiais da porcelana, conhecida como ouro branco. No início da década de 90, a então Comunidade Europeia, abriu as portas para as importações chinesas. Em 1995, já sobravam umas poucas fábricas de porcelana. Americanos e alemães foram campeões em transferir produção e tecnologia para a China. Muitos perderam os anéis, alguns os dedos. Só um exemplo: trens de alta velocidade. Depois dos alemães e franceses instalaram fábricas lá, logo os amarelos copiaram, e melhoram a tecnologia, mandando no mercado mundial.Aí alguém pode perguntar: mas onde está a oportunidade que você fala no início do post Ismar? Simples: na reversão do processo de “offshore” (transferir produção para longe) para “nearshore” (trazer produção para perto). Fica melhor ainda quando, graças ao Putin, foi cunhada a expressão “friend shore” (produção em países amigos). Este processo já está transferindo a produção para países como Vietnã, Polônia, Turquia, México, Portugal, Colômbia e quem mais? Brasil.  Correndo o risco de ser um pouco politicamente incorreto, não somos a menina mais bonita do baile, mas uma das poucas disponíveis para dançar. As mulheres podem substituir menina por menino. Quais os setores que você acredita que serão beneficiados aqui no Brasil? Você está preparado para aproveitar esta nova onda?#ismarbecker #oportunidades #carreiras #exportação #negócios #geopolítica #economia #importação

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