O FIM GESTÃO TRADICIONAL

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Por Ismar Roberto Becker

A tecnologia combinada com as mudanças geracionais virou o modelo de gestão tradicional de ponta cabeça. Vamos ver como isso aumentou o dilema entre a criatividade e a burocracia?

As competências (skills) dos gestores estão mudando. Em um recente post, Sérgio de Faria Bica Jr resumiu o desafio dos gestores na frase, inspirada no título de um livro de Marshall Goldsmith: O que te trouxe aqui pode não te levar a 2030. Vou discordar, tirando o “pode” da frase. O jogo é outro, quem não se adapta está fora do jogo.

Neste novo jogo, algumas das competências que contam, segundo o World Economic Fórum, são: IA e Big Data, Lifelong Learning, Gestão de Talentos, Resiliência, Empatia, Escuta Ativa, Creative Thinking. Penso que podemos resumir este conjunto em duas palavras: inovação e pessoas.

Como a lista das competências me pareceu muito óbvia, resolvi buscar nos meus alfarrábios algumas reflexões mais antigas. Óbvio que a primeira foi de Peter Drucker. A segunda de Gary Hamel.

Não foi nenhuma surpresa que os dois têm visões muito convergentes com relação à importância das pessoas, inovação, mudanças, propósito. As diferenças, somente na intensidade, são na hierarquia e na gestão.

Na hierarquia, Drucker já pregava que ela tinha que ser flexível e orientada para resultados. Hamel é mais radical e prega a descentralização radical.

Na gestão, Drucker pregava uma combinação de responsabilidade e disciplina. Hamel amplia o conceito para pragmatismo, e até reinvenções mais radicais.

Em resumo, nas décadas que separam as primeiras ideias de Drucker e o livro de Hamel (2007), somente mudou a dose. Os remédios prescritos eram os mesmos.

O que me choca no meu dia a dia no relacionamento com clientes é que, apesar destes conselhos de décadas atrás, a burrocracia (com dois erres mesmo) continua imperando e emperrando os negócios.

Como será a evolução daqui para frente? Você já se adaptou a este adorável mundo novo?

Fontes: “The Future of Management” – Gary Hamel; “Desafios Gerenciais do Século XXI” – Peter Drucker.

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