O FIM DO MUNDO e DO CAPITALISMO 0804

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Por Ismar Roberto Becker

O fim do mundo e do capitalismo já foi profetizado muitas vezes. Será que desta vez, uma alemã tem razão ao prever o fim do modelo ou da humanidade? Quer conhecer esta estranha história?As teorias apocalípticas sobre o fim do planeta existiam em quase todas as civilizações. Desde a Mesopotâmia, antes de Cristo, encontramos histórias sobre o colapso final da Terra por diversos desastres naturais.Mais recentemente, os economistas começaram a defender essa tese. Um dos mais conhecidos é o inglês Thomas Malthus, que previu (1798) que o crescimento demográfico seria muito maior do que o da produção de alimentos, o que provocaria um desastre. Karl Marx (a partir de 1867) foi menos pessimista, mas previu o fim do capitalismo em uma crise geral.Os dois estavam errados. Malthus porque não considerou a evolução tecnológica (adubos, equipamentos) na agricultura. Marx porque a história não é determinista, além de desprezar a capacidade de aprendizagem de um sistema politicamente aberto. Os dois subestimaram a capacidade/criatividade humana, que foi a que criou o capitalismo, das cinzas dos sistemas anteriores.As crises e desafios são inerentes ao capitalismo. A pandemia foi o ingrediente que faltava para que os seguidores de “Wake Capitalism” entrassem em campo. A jornalista alemã Ulrike Hermann, que já tinha escrito um ameno livro com o título (em tradução livre) “Nenhum Capitalismo também não é a solução”, aproveitou a deixa para embarcar na onda “ideolo apocalíptica”, com o novo livro Das Ende des Kapitalismus (O Fim do Capitalismo – Porque crescimento e proteção climática são incompatíveis e como viveremos no futuro).Sua tese determinística é simples:1.  O Capitalismo precisa de crescimento econômico para sobreviver, o que requer mais energia.2.  Temos que zerar a emissão de CO2 (na Alemanha até 2045) senão o planeta derrete.3.  As energias renováveis não conseguem atender nem a demanda atual, quanto mais a futura. Neste caso concordo com ela.4.  A única solução é limitar o crescimento econômico, com racionamento de consumo, como o Reino Unido fez na Segunda Guerra. Seria uma espécie de Economia de Sobrevivência, no qual o Estado define como dividir os produtos escassos.Um resumo simples: por medo de morrer vamos nos suicidar aos poucos, seguindo a linha de Malthus. Soluções técnicas já existentes, como a energia atômica, investimento em novas tecnologias, não são consideradas na profecia da Frau Hermann. A razão é simples: o objetivo não é mitigar o aquecimento global, mas tentar mais uma vez impor um historicamente falido modelo igualitário coletivista. O medo sempre foi o melhor argumento de quem não tinha outros argumentos, como as religiões, os reis, os burocratas que controlavam os regimes autoritários.Você conhecia essa nova embalagem para a velha ideia de suprimir a liberdade do indivíduo, em nome do bem comum? #ismarbecker #economia #crescimento #crise #ideologia #desastres #socialismo 

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