O crescimento econômico não é natural, nem garantido. O capitalismo, que acabou com a escassez, criou as condições para a redistribuição socialista. Quer saber por quê?
Desde que descemos das árvores até pelo ano de 1820, não havia abundância para alguém querer distribuir. A vida era solitária, pobre, sórdida, brutal e curta, disse Thomas Hobbes em 1651.
A verdadeira revolução aconteceu quando “a burguesia, durante o curto período de menos de 100 anos, criou o mais massivo e a mais colossal força produtiva que todas as gerações anteriores”.
Uma edição completa de O Capital para quem acertar o autor da frase. Alguém arrisca? O sobrenome começa com “M”.
Nos últimos 230 anos, a humanidade floresceu. Vivemos mais, uma minoria vive abaixo da linha de miséria, temos mais segurança, mais conforto, trabalhamos menos.
Isto permitiu o surgimento das ideologias (sic!) da distribuição, que Konrad Adenauer, primeiro-ministro alemão após a guerra, definiu como “a única coisa que sabem sobre dinheiro é que tem que tirar de alguém”.
Uma das teorias que explica esta explosão da riqueza é de William Bernstein, que elenca quatro fundamentos para o crescimento econômico.
– Direito de propriedade, incluindo o de propriedade intelectual.
– Método científico para interpretar a realidade, escapando das interpretações divinas.
– Mercado de capitais para financiar a produção e as invenções.
– Meios de transporte e comunicação.
E o Brasil?
O Brasil falha menos por desconhecimento e mais por incompatibilidade institucional com o desenvolvimento. Direitos de propriedade são instáveis, a ciência pouco vira produtividade, o capital evita risco real e a destruição criativa é politicamente bloqueada.
O resultado é um país que preserva estruturas existentes, protege ineficiências e trata o crescimento como exceção — não como consequência natural das regras do jogo.
Simplificação em uma única frase: “Gasto é vida”.
Como vamos implantar o capitalismo no Brasil?
Fonte: “The Birth of Plenty” – How the Prosperity of the World was Created” – William J. Bernstein.
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