NEGOCIO DE BOTECO

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Qual o melhor lugar para encontrar potenciais clientes? Quer conhecer a história de um grande negócio que iniciei em um boteco?Era uma vez um empreendedor em início de carreira, depois de ter atuado quase 20 anos em uma empresa familiar. Como uma criança que começa a andar de bicicleta, tinha medo de cair. Cada negociação era um desafio. Um belo dia encontro um amigo, que tinha um escritório de contabilidade, em um Stammtisch (mesa de boteco em alemão), que já estava mais adiantado no expediente etílico diário. Foi aí que começou o negócio, que gerou a primeira nota fiscal da Shiva Export & Import, minha primeira empresa, depois que saí da Oxford Porcelanas.Meu amigo fazia a contabilidade para uma pequena fábrica de máquinas para móveis de São Bento do Sul. Os dois donos (hoje meus amigos), estavam fechando a venda de 20% do capital da empresa para um italiano, em troca de tecnologia para uma máquina. Meu amigo perguntou se eu podia ler o contrato (em italiano, obviamente) e dar um parecer. No dia seguinte, no mesmo boteco, disse a ele que seus clientes perderam o controle da empresa, caso assinassem o contrato, mesmo que estivessem vendendo somente 20% do capital.  Por falta de espaço, vou resumir o final feliz da história.Após uma dura negociação, fechei uma assessoria para elaborar e apresentar um parecer aos sócios da empresa. Uns dias depois, apresentei duas transparências (os mais jovens pesquisem no Google), mostrando que eles venderiam 20% do capital, mas no contrato havia uma cláusula de maioria qualificada (80 + 1%) para uma série de decisões, que na prática davam poder de veto ao italiano. Levei uma meia hora para ler o contrato, uns 15 minutos para preparar a apresentação, mais outra meia hora para apresentar o parecer, que levou os sócios a abortar a negociação.Este trabalho foi um típico “win-win”. Eu cobrei 5.000 reais, que na época eram uns 4.750 dólares, que seriam hoje aproximadamente 25.000 reais. Os dois sócios continuaram com a empresa, que muitos anos depois venderam para um dos maiores players mundiais do setor, e até hoje me agradecem pela assessoria.Lembrei desta história, nesta semana, em uma palestra do meu amigo Marcos Antônio Müller, CEO e sócio da SCM Group no Brasil, que anos depois comprou a empresa que foi meu primeiro cliente.Você acredita que eu teria pedido um valor deste se a negociação não tivesse começado em um boteco?#ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #empreendedorismo #negócios #exportação #oxfordporcelanas #SCM

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest