NAU BRASIL À DERIVA

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Por Ismar Roberto Becker

Fiquei na dúvida sobre o título. Não seria melhor dizer que estamos em um país sem freios, com um governo sem rumo? Pode me ajudar a decidir?

Escrevo quinzenalmente em dois jornais de Santa Catarina sobre política e economia, desde 2013. Ao longo desses 15 anos, em umas 1.200 páginas, colecionei amigos e inimigos. Felizmente, mais os primeiros do que os segundos, já que Santa Catarina tem uma baixa taxa de infecção do vírus petralha.

Todo final de ano leio as colunas, para lembrar como estava meu bom ou mau-humor quando escrevia. Este ano, deleguei ao meu colega, ChatGPT, o trabalho de escrever um artigo baseado nos títulos das minhas colunas, que estão entre parênteses. Veja o que ele escreveu.

O Brasil em 2025 parece ter passado o ano inteiro testando os limites da paciência nacional. Começamos com o “Dilema do Imperador Brasileiro”, aquele que governa perguntando ao espelho: “Ainda temos governo?” A resposta, ao longo dos meses, variou entre “talvez” e “claro que não”.

A “Revolta da Cachaça” sacudiu o país, mas não o suficiente para acordar um Estado que flerta diariamente com seu fim. Entre diagnósticos dramáticos “Brasil, paciente terminal” e promessas de cura “Crise salvará Brasil” seguimos firmes no esporte nacional: empurrar tudo para depois.

Houve momentos de genialidade tropical, como discutir o “Fim do salário-mínimo” e cogitar “Acabar com o Real”. Nada combina mais com nossa “Mediocracia Brasileira” do que planos econômicos que parecem piadas até percebermos que não são. E, enquanto isso, o “Custo PT” continuou crescendo, assim como o “País do faz de conta”, onde todos garantem que agora vai, desta vez será diferente.

Os alertas vieram de todos os lados: “Império Petralha”, “Começo do Fim”, “Brasil explode ou afunda”, “Desafios existenciais do Brasil”.

Agosto, claro, prometeu mudança “Brasil muda em agosto” e mudou mesmo: o humor das pessoas.

No horizonte, 2026 se aproxima com a sutileza de um trovão. As “Eleições – decisão da minoria” prometem repetir o espetáculo que já conhecemos: muito grito, pouca ideia. E 2027? Uma escolha simples: “Céu, purgatório ou inferno” o cardápio completo.

No fim, sobra a pergunta que atravessa todos os artigos: por quanto tempo ainda fingiremos responsabilidade enquanto perguntamos, como torcida organizada do jogo de truco, “Seis, ladrão?” O Brasil não precisa de milagres, precisa de um adulto na sala.

Que balanço você faz do Brasil no final de 2025?

Fonte: Artigos quinzenais publicados nos jornais “A Gazeta” de São Bento do Sul e “Jornal do Médio Vale” de Timbó, Santa Catarina.

#ismarbecker #política #economia #PaísDoFazDeConta #PaísEmCacos

 

 

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