NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Em 2013, o Brasil protestou contra os desmandos de uma presidenta. Foi quando comecei a publicar minhas reflexões quinzenais no A GAZETA, de São Bento do Sul. Quer saber onde acertei?

“Brasil – Volta da agenda maldita”, pergunta da última coluna de 2023. Viva! “Brasil à beira do abismo”, penúltimo de 2024.

A decadência era esperada no final de 2023. Catastrófico, a Nova Matriz Econômica ressuscitaria. O último prego no caixão foi o comício do ministro da fazenda comunicando uma ilusória redução de gastos e, simultaneamente, reduzindo impostos.

Como empreendedor, vejo oportunidades onde há riscos. Isto justifica os títulos:

“Brasil – cigarra ou formiga”; “Reformamos ou afundamos o Brasil”; “Solução Brasil – administrar a escassez”; “Brasil gigante acorrentado.

Nada acontecerá se não reduzirmos o maniqueísmo (nós x eles). Sugeri:

“Brasil – Une ou acaba”; “Maniqueísmo está acabando com o Brasil”.

É preciso saber onde estamos, mesmo que estejamos sem rumo, como argumentei em:

“Brasil sem Governo”; “Brasília Urgente – Estamos à deriva”; “Socorro! O Piloto sumiu”.

Vendo a crônica da morte anunciada, dei nome aos bois:

“Brasil não quer o pt”; e Estrela Vermelha Decadente”

O descondenado foi eleito pelos 3% dos liberais sociais. Simone Tebet e uma boa parte da Faria Lima são exemplos. Entendo não votarem no outro candidato, mas esqueceram a fábula do sapo e do escorpião.

Acreditar que alguém que passou a maioria da vida adulta sem trabalhar, pregando a divisão da sociedade, gastando o dinheiro dos outros, iria mudar aos 78 anos.

– PIB vai crescer acima da média, turbinado por gastos governamentais.

– Inflação ficará acima do teto da meta (4,5% ao ano), pelo excesso de dinheiro no mercado, falta de oferta, falta mão de obra.

– Dólar fica alto, pressionando preços dos importados, que pesam mais no bolso do pobre.

– Banco Central vai aumentar juros para uns 14 ou 14,5%, que freia investimento e consumo, especialmente em 2026, ano de eleição.

– Governo desesperado com a queda popularidade, achando que é um problema de comunicação, mete o pé na jaca dos gastos.

– Voltamos para o primeiro item, entrando em um círculo vicioso.

Se otimista, o governo perde 2026, e o próximo arruma a casa. Na catastrófica, só tem uma solução: abrace a esposa e os filhos!

Seguidores do Demiurgo de Garanhuns não entendem a lógica do cenário. Vamos então à fria matemática.

Dívida Pública:

Final 2022 – 5,95 trilhões de reais – 73,5% do PIB.

Outubro 2024 – 5,95 trilhões de reais – 78,6% do PIB.

Previsão final 2026 – 84%, economistas a 97,7% FMI.

Juros: com uma Selic de 11,25%, pagamos 795,6 bilhões de reais de juros ao ano. A Selic provável de 14% elevaria esta conta para 990,08 bilhões. Este aumento consome a verba discricionária, tornando o governo repassador de impostos.

Alguém arrisca um Feliz 2027?

Fonte: 800 colunas do jornal A Gazeta; “Biografia do Abismo” – Felipe Nunes e Thomas Traumann.

#ismarbecker #economia #política #juros #crise

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest