O sonho petralha é implantar no Brasil o modelo do populismo peronista argentino. Quer saber por que não vai acontecer? Marx não errou somente na previsão do fim do capitalismo. Errou também quando disse que a história se repete, uma vez como tragédia e a outra como farsa. No Brasil e na Argentina, a história se repete muitas vezes, de forma cada vez mais grotesca. O economista argentino Emilio Ocampo, em: Entrampados en la Farsa – El populismo y la decadência argentina”, conta a versão argentina.CURTA HISTÓRIAA Argentina e a Venezuela, já foram países muito ricos. A partir de 1946, primeiro governo (sic!) de Perón iniciou uma curva descendente que parece não ter fim e piorou o casal Kirchner. A inflação, desemprego, pobreza e indigência, só perdem para a Venezuela. A causa é a mesma: populismo redistributivo, ou seja, “tendência política de alega prestar especial atenção aos problemas das classes populares”, segundo o Dicionário da Real Academia Espanhola. No Brasil, tivemos o Pai dos Pobres (Getúlio) e o eneadáctilo no poder. Embora com embalagens distintas, o primeiro de direita, a segunda esquerda caviar, os dois usaram as mesmas ferramentas, promovendo o fanatismo, o entusiasmo, a esperança, o ressentimento e a intolerância, para aproveitar uma frustração de certos segmentos da população, para promover um uma mudança radical na sociedade. Essa definição é de Eric Hoffer, citado por Ocampo.SEMELHANÇAS ARGENTINA – BRASIL Segundo o historiador mexicano Enrique Krause, a versão latino-americana do líder populista tem características comuns. Vejamos como funciona no Brasil: – Abuso da oratória e retórica: No nosso caso, com uma péssima dicção; – Imposição de uma narrativa de verdade única: “nunca na história deste país”, “nem Jesus é tão popular quando eu”; – Manipulação de recursos públicos: BNDES para os campeões nacionais; – Distribuição de riqueza em troca de obediência: Bolsa Família;- Promoção do ressentimento: maniqueísmo nós x eles; – Mobilização das massas: enfraquecida no desfile de 7 de setembro;- Criação de um inimigo externo, Brics x Estados Unidos; – Desprezo pelo Estado de Direito, nomear amigos para a STF, e asseclas para conselhos de administração de empresas privadas; – Degradação da qualidade institucional, loteamento de 38 (até hoje) ministérios, Mensalão, Petrolão.DIFERENÇAS Temos muitas diferenças dos “Hermanos”. As duas principais são uma base econômica mais diversificada e uma proporção menor de estado-dependentes (barnabés e os que vivem de transferências públicas). Solução: suspensão do direito de voto enquanto receber Bolsa-Família. Você vê alguma semelhança ou diferença entre a Argentina e o Brasil? #ismarbecker #geopolítica #Argentina #populismo #economia #inflacao #crise



