Toda organização diz querer mudar. Poucas aceitam escolher. Por quê?
Os processos de mudança são prejudicados pelos medos de:
Crescer sem perder o controle
Inovar sem incomodar estruturas Profissionalizar sem mexer no poder
Implementar mudanças sem conflito
Em resumo, fazer omelete sem quebrar os ovos.
Isso não é estratégia. É politelia, muitos objetivos simultâneos, sem hierarquia de fins e prioridades, sem considerar que os recursos, principalmente o tempo, são finitos.
O psicólogo alemão Dietrich Dörner mostrou algo desconfortável:
Sistemas complexos não fracassam por falta de inteligência, mas por tentar otimizar tudo ao mesmo tempo.
Governança não falha porque as pessoas não entendem o problema. Falha porque ninguém quer pagar o custo da decisão.
Change management costuma morrer pelo mesmo motivo:
Muda-se o organograma
Mantêm-se os incentivos
Trocam-se slogans
Preservam-se os tabus
Resultado: mudança cosmética, conflito adiado, crise ampliada.
Onde tudo é prioridade, nada é decisão. Onde ninguém perde, a mudança é de fachada.
Governar é mudar, é escolher: o que não será feito, quem perde poder, quais os objetivos ambiciosos, atingíveis, mas atingíveis.
Qual conflito você está disposto a enfrentar agora e qual está empurrando para depois?
Fonte: “Die Logik des Misslingens”.
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