O que está Simples será caro e complicado. Se você opera no regime tributário Simples ou compra de empresa do Simples, pense em mudar. Quer saber por quê?
Este post é para quem não entende, não gosta de avaliar impactos tributários ou, principalmente, para os que apostam que a primeira etapa da Reforma Tributária (cobrança IBS e CBS) começará para valer em janeiro de 2027.
Tenho más notícias para este grupo. O novo governo, quem quer que seja, não vai prorrogar o prazo por duas razões:
– Mais arrecadação: a arrecadação adicional, vinda dos que sonegam, ou não pagam, impostos será brutal. Cobrar mais é a única tábua de salvação para a paralisação do governo que gastará todo o orçamento em despesas obrigatórias.
– Maior fiscalização: no novo sistema, o comprador vai fiscalizar o vendedor, para não correr riscos. Vai acabar a “ajudinha” para o fiscal.
CONSEQUÊNCIAS
– Impacto caixa: hoje o imposto devido é recolhido (quando é) depois da cobrança. Com o split payment (uma duplicata para a empresa, outra para o governo), você receberá menos.
– Impacto compras: o menor preço nem sempre será o melhor. Caso o fornecedor seja Simples, você perderá o crédito tributário.
– Recalcular margem de lucro: não bastará mais calcular por quanto vendo – quanto custa. Você terá que considerar os créditos, o custo da antecipação dos impostos, o descasamento dos créditos de impostos.
Em resumo: seu modelo de negócio, ganhando dinheiro com a postergação ou sonegação de impostos, vai acabar.
Você pode esperar até isto acontecer ou tomar providências.
Qual é sua aposta?
Fontes: “Reforma Tributária: o eixo compras-financeiro como pilar central para mitigar riscos e gerar valor”- Robério de Paula Matos; “Reforma Tributária 2026: o que as empresas precisam observar desde já” – Catálise. #ismarbecker ReformaTributária #FluxoDeCaixa #CapitalDeGiro #GestãoFinanceira #DecisãoDeCompra #SplitPayment #SimplesNacional #IBSeCBS



