O conceito do Conselho Administrativo, ou consultivo, focado no passado, na fiscalização, foi atropelado pelo Admirável Mundo Disruptivo. Como os conselhos devem se adaptar?
Um clássico da publicidade brasileira foi um jingle que dizia “O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa”. O tempo passou, voou e o Bamerindus quebrou. Sem entrar em detalhes, o banco não estava preparado para uma nova realidade macroeconômica.
Hoje vivemos em um mundo de volatilidade política, pressões inflacionárias, instabilidade nas cadeias de logística, sem contar com a Inteligência Artificial e as inovações disruptivas.
O tema do VI Fórum Anual de Governança do CELINT — Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais, foi exatamente sobre o ponto: “o conselho transformador”.
Quando eu cursei o ConCertif, há quatro anos, o moto era “Hands off — Noses In”. Traduzindo: não se meta na operação, seu papel é opinar. A mensagem do Fórum, começando pela aula magna da Joanita Maestri Karolesky, foi outra: “o conselho deve sair do modo supervisor para um modo vivo e ativo, participar da cocriação estratégica”.
Com sua experiência de executiva e conselheira, ela deu insights impagáveis sobre o novo papel do conselheiro:
– Unir visão estratégica com implantação prática.
– Perguntar aos acionistas: o que vocês querem? Resultados? Perspectivas? Vender? Cada resposta exige uma estratégia distinta.
– Dialogar com qualidade, escutando mais do que falando.
– Trocar o conselho do “que” fazer por “como” fazer.
– Focar no futuro, não esquecendo de avaliar o passado.
Caso estes cinco passos não fossem suficientes, fechou com chave de ouro, adaptando um conceito deturpado pela ideologia para a realidade.
A utopia carregada de ideologia do ESG deve ser complementada com um “P” de Profit, lucro em inglês. Sorry periferia Woke, os adultos entraram na sala.
Você está preparado para este novo perfil de conselheiro?
#ismarbecker #liderança #ConselhoTransformador #Estratégia Mudança #Desafios



