Uma folha em branco é um enorme desafio. Sei o que quero dizer, mas não sei como começar. Pior se for uma decisão importante. Por que procrastinamos decisões? Por que temos medo de dar o primeiro passo?
O medo é um instinto vital para nossa sobrevivência. Nossos antepassados, que saíam das cavernas para caçar, sabiam que podiam ser presas de outros predadores. Isto está gravado na amígdala, a parte mais primitiva do nosso cérebro, que decide se lutamos ou fugimos. Não temos como eliminar o medo, mas podemos aprender a superá-lo.
Steven Pressfield, em A Guerra da Arte, nos dá algumas dicas, com exemplos reais, de como até os melhores na sua função tiveram medo antes de começar algo. Ele divide o processo em três partes:
- RESISTÊNCIA
O medo é o tirano da criatividade e da ação. Ele vai levantar todas as razões possíveis para não fazermos algo. Quanto maior for o desafio, maior será a resistência, o medo, a procrastinação, os desvios. Não é um inimigo externo. Sou eu contra mim mesmo.
Eu enfrentei este medo quando meu chefe, e pai, me colocou em um avião para fazer um estágio na Alemanha, em 1980, quando me jogou na água para fazer a exportação da Oxford Porcelanas, quando mudei para a Irlanda, quando comprei uma empresa na Alemanha, quando comecei a escrever no LinkedIn, quando fui ao Market Makers.
- COMBATENDO A RESISTÊNCIA
Não podemos esperar o momento apropriado. Lembre-se da música ‘Para não dizer que não falei das flores’, de Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Fazer a hora é ter disciplina, aceitar a solidão de fazer, de tomar decisões. É trabalhar todos os dias. Como diz Pressfield: “a diferença entre um amador e um profissional são seus hábitos. O amador tem hábitos amadores. O profissional tem hábitos profissionais”. A persistência, ação contínua, acaba com a resistência.
- ALÉM DA RESISTÊNCIA
A repetição, ao longo do tempo, leva a um estágio de observação, e criação permanente. Você o ativa pela rotina, quando você menos percebe, a inspiração aparece na sua frente, às vezes em forma de serendipidade, encontrar o que não está procurando.
Não estava inspirado para escrever este post. Consegui quebrar a resistência, voltando espiritualmente a Guaraú, quando fui visitar o amigo Prado, Alexandre Eng, e vi a foto que ele tirou enquanto eu escrevia.
Como você vence o seu medo de começar?
Fonte: “The War of Art – Steven Pressfield”
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