MMT – NAO DE NOVO – linkedin 2302

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

A economia é uma ciência exata, mas com um peso ideológico enorme. Quer conhecer a proposta de renomados economistas para acabar com a estabilidade econômica do Brasil, com a sua renda e emprego? Recentemente, um grupo de economistas publicou uma carta conjunta cobrando “razoabilidade” do Banco Central para reduzir a taxa básica de juros. Embora seus argumentos não se sustentem, seguirei a máxima de Voltaire: Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”. Posto isso, é um dever cívico alertar para as consequências da proposta, baseado na herança de destruição que suas ideias deixarão aos brasileiros. Vamos ver por quê?TEORIA MONETÁRIA MODERNA – A rainha (sic!) das teorias heterodoxas (grupo de terraplanistas da economia) defende que o Estado pode se endividar, além de emitir sua moeda a bel-prazer, já que tem o monopólio da emissão, basta colocar a maquininha para rodar. Não adianta argumentar que todos os países que tentaram esta loucura afundaram. Podemos voltar até a Hungria em 1946, onde os preços dobravam a cada 15 horas, passar por Venezuela, Zimbábue, Brasil antes Plano Real, e terminar na Argentina e Turquia, esta última com uma das menores taxas de juros e maiores inflações do século XXI. Mesmo que não admitam, é o que propõem. EXPERIÊNCIA BRASIL – O Plano Real foi como um tratamento de alcoolismo para o Brasil. Estávamos afastados da bebida até que alguns dos aloprados signatários da carta, criaram a Nova Matriz Econômica, conjunto de medidas heterodoxas e desenvolvimentistas, adotadas no (des) governo dilmista de 2021 até 2014. Um coquetel (para ficar na analogia alcoólica) de redução da taxa de juros, desvalorização do Real, desonerações tributárias (Bolsa Empresário), farra de crédito do BNDES, controle de preços de combustíveis, gerou a maior crise do século, cujas consequências ainda estamos pagando.QUANTIFICAÇÃO JUROS – Um dos signatários da carta defende “que a taxa de juros real no Brasil deva ser calculada levando em consideração a taxa de juros internacional mais o risco Brasil. A taxa real é negativa nos EUA e na Europa, enquanto o risco Brasil atualmente é de 2,5%. O razoável que o Brasil deveria ter é de 2,5%, talvez até 2%”. A matemática até que está certa, mas falta ele combinar com os russos (financiadores da dívida) a emprestar para um governo que adote esta fórmula. Poderia apresentar mais argumentos, mas prefiro concluir com duas frases de Roberto: “Para as esquerdas brasileiras, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado”. “Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir. Foi fatal. Os socialistas nunca mais entenderam a escassez”.  Sentiu o tamanho do estrago que pode acontecer e o que isto fará com seu emprego e salário? #ismarbecker #economia #juros #BancoCentral #inflacao #crescimento #desenvolvimento   

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest