O lucro e a destruição criativa são fundamentais para os negócios. Um dos setores que melhor usa estes conceitos são os gurus de gestão, seguidos pelas empresas de certificação. Quer conhecer este modelo de negócios e os prejuízos que eles causam? Um negócio (industrial, comercial, serviços) é criado, ou ele se mantém para atender uma necessidade (real ou imaginária) de um possível consumidor de uma maneira inovadora ou mais barata do que as existentes. Assim o automóvel substituiu as carruagens, o avião, os trens, o celular e os telefones fixos. Para o crescimento ou manutenção de qualquer negócio são necessários dois fatores:1.Lucro: Marx dizia que a mais-valia era criada para explorar o trabalhador, mas fundamental para a perenidade do negócio para manter os empregos.2. Inovação: Schumpeter chamou de destruição criativa, que torna obsoleto modelos de negócios. Toneladas de papel foram usadas para imprimir e “vender” ideias/ferramentas como orçamento base zero, reengenharia, balanced scorecard, Just in time, normas ISO, Empowerment, entre outras. A maioria desapareceu, mas não param de surgir novas, que querem o lucro gerado ou do lucro adicional que prometem gerar. O modismo atual é o ESG, cujos fundamentos são óbvios e elogiáveis, mas sua implementação é um tanto quanto utópica.Darei um exemplo concreto de um cliente da Leipold Internacional, na Alemanha. Um cliente novo, que eu sabia que tinha problemas com nosso concorrente, necessitava com urgência de uma decalcomania. Após acordamos preço, prazo de pagamento e entrega, desenvolvimento de amostras, entrou o responsável pelo ESG. Preenchemos quilos de papel (sim, na Alemanha tem que ser em papel), apresentamos dezenas de certificações (emitidos por concorrentes da empresa que certificou a barragem de Brumadinho), que atenderam a volúpia do burocrata. O processo empacou quando o gerente pediu que garantíssemos que os corantes minerais, que comprávamos de empresas certificadas, eram minerados seguindo os critérios do ESG. Quem atua neste setor, sabe um dos minerais usados é o cobalto (o mesmo das baterias) que é extraído de forma precária (um eufemismo) na República Democrática (nem tanto) do Congo, sem respeitar o “E”, o “S” e o “G”. Imediatamente afirmei que não poderia assinar a declaração, pelas razões que eles conheciam.Você adivinha o que aconteceu? Fechamos o negócio ou perdemos o potencial cliente? #ismarbecker #negócios #empreendedorismo #estratégia #ESG #gestão #estratégia #inovação



