LINKEDIN É AUTOPROMOÇÃO

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Por Ismar Roberto Becker

Muitas vezes sou acusado de me autopromover aqui no LinkedIn.
Minha resposta é simples e honesta: é claro que me autopromovo.

Antes que joguem pedras, deixo completar a frase com uma palavra essencial: também.

Sim, escrevo no LinkedIn também para me promover. E não vejo problema nenhum nisso.

A frase “os fins justificam os meios”, atribuída a Maquiavel (e quase sempre mal compreendida), ajuda a explicar meu raciocínio. Não no sentido moral raso, mas no estratégico.

Há três anos, eu era um desconhecido fora do meu setor original. Percebi que minha inteligência fluida, a energia para as batalhas diárias da gestão — já estava no limite. Doeu admitir. Mas doeu menos do que fingir que ainda tinha o mesmo tesão de antes.

Resolvi apostar na inteligência cristalizada: experiência, repertório, erros acumulados. Saí do papel de jogador para o de treinador. Começar outra carreira após décadas não é romântico. É incômodo.

O problema é que os mercados de mentoria e conselho são duros. Num, impera o charlatanismo. No outro, o compadrio.

Se você não se destaca, vira invisível.

Foi aí que decidi conscientemente: autopromoção com método. Não exagero. Não falsa modéstia. Não silêncio covarde.

Escrevo todos os dias para me promover, sim. Financeiramente, em três anos, colhi pouco.
Mas o retorno não financeiro foi impagável.

Construí um networking que jamais teria sem exposição. Ganhei amigos reais. Recebi mensagens de pessoas que, de alguma forma, foram impactadas pelos textos. Isso não tem preço.

Mas autopromoção sem credibilidade é barulho. Credibilidade, aprendi, exige duas coisas, e as duas doem.

Primeiro: ser bom no que faz.

Não adianta resumir livros, repostar frases prontas ou esconder-se atrás de imagens bonitas. Você precisa falar do que fez, do que viveu, do que deu errado. Mentira não dura muito aqui. O LinkedIn não nasceu ontem.

Segundo: ser reconhecido pelo que você faz bem.

Competência sem visibilidade não vira negócio. Reconhecimento não é vaidade, é condição de sobrevivência.

Em resumo, autopromoção é legítima enquanto cria valor para quem lê.

O resto é hipocrisia elegante.

Essas reflexões fazem parte de uma palestra pro bono que costumo compartilhar sobre minha experiência com o LinkedIn, sem glamour, sem receita pronta, sem promessas fáceis.

Agora devolvo a pergunta: você critica a autopromoção porque ela é vazia ou porque ainda não teve coragem de se expor?

Fonte: “Leadership Lessons that Transform” – Marschall Goldsmith.

Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT

#ismarbecker #liderança #empreendedorismo #motivação #carreira #etarismo

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