Xavier Milei começou o governo atacando a casta, a inflação e líderes esquerdistas corruPTos (perdão pelo pleonasmo vicioso). Como está hoje, após setes meses de governo?
Um personagem polêmico como Milei provoca amor e ódio. Um lado espera milagres. O outro diz que ela não ficaria nem três meses. Vamos ver o que dizem três fontes de países e posições ideológicas distintas: La Nacion – Argentina; The Economist – Inglaterra e The Atlas Society dos EUA?
ECONOMIA: herdou uma inflação de mais de 25% ao mês, quando assumiu em dezembro passado. Derrubou para 4,2% em maio. Claro que as medidas foram duras, e empurraram mais argentinos para a miséria, mas seriam muito mais se a clePTocracia kirschnerista continuasse no poder. Por enquanto, o povo está aguentando a cirurgia sem anestesia, porque tem esperança de que vai melhorar.
ANARCOCAPITALISMO: mesmo antes de assumir saiu do extremismo liberal, começando com escolha da equipe econômica. A dolarização e o fim do Banco Central saíram do discurso.
MÁQUINA PÚBLICA: acabou com uns 70 mil cabides de emprego. Alguns não sabiam nem onde deveriam ir trabalhar. Tiveram que ser demitidos pelo correio.
POLÍTICA: nomeou uma concorrente que chamou de terrorista assassina de crianças para o Ministério de Segurança, dando carta-branca para acabar com o negócio das demonstrações que paravam Buenos Aires dia sim, dia não. Após meses de negociação, conseguiu aprovar no Senado, onde tem menos de 10% de apoio, uma ambiciosa lei de liberalização da economia.
HONESTIDADE INTELECTUAL: pós-fim ao discurso politicamente correto. Chamou de corruPTo os presidentes do Brasil, da Colômbia e o Primeiro-Ministro da Espanha. Os três reclamaram, mas não puderam contra-argumentar. Os esquerdoPaTas tremem cada vez que ele fala.
DIDÁTICA: seus discursos são uma mescla de teoria macroeconômica, com música rock que levam as plateias ao delírio. Lançar um livro de economia, em um encontro com milhares de pessoas, tocando rock com uma banda, não é para qualquer um.
ÉTICA: três ministros foram sumariamente demitidos por falhas que no Brasil não seriam julgadas nem nos tribunais de pequenas causas.
FUTURO: não é realista esperar que alguém mude um país dilapidado pelo populismo desde 1946, com pequenos intervalos liberais. A cirurgia sem anestesia vai continuar por mais alguns (muito) meses. Se o povo tiver paciência, se Milei continuar avançando com pragmatismo, o cenário político da América do Sul será outro nas próximas décadas.
Como você compara este governo com o (des) governo do Brasil?
Fontes: The Economist – “Javier Milei’s next Movement could make his Presidency, or Break It”; La Nacion – Odisea – Carlos Pagni – “Milei entra en su Segunda Etapa”; The Atlas Society Ltd – With Stephen Hicks – “Javier Milei After Six Months”.
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