JANTAR INTERNACIONAL 0107

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Por Ismar Roberto Becker

Um dos desafios mais difíceis é manter um diálogo com alguém que tem uma posição radicalmente contrária à sua. Quer ver como sai uma sinuca de bico?Na semana passada, estava em Munique para visitar a Ceramitec, feira de máquinas e matérias-primas para cerâmica. Um dos compromissos (muito bom, por sinal) foi um jantar oferecido pela Tullis Russel, nosso fornecedor de papel.Nossa mesa era quase uma torre de babel, com alemães, colombianos, italianos, franceses, espanhóis, portugueses e um eslovaco. Foi uma ótima oportunidade para usar simultaneamente as cinco línguas nas quais me comunico. A saia justa foi quando puxei uma conversa (em inglês) com o eslovaco, militar reformado do exército da extinta Tchecoslováquia, durante o regime comunista.Caí na besteira de perguntar a opinião sobre a invasão da Ucrânia. O que eu não sabia era que ele era fã incondicional do Putin, que eu qualifico como criminoso de guerra.  Só consegui evitar um desastre, porque exercitei a escuta inteligente, um conceito defendido por Adam Grant no seu brilhante livro Pense de Novo.Adam sugere que num caso como este, temos que ouvir bem mais do que falar, fazer perguntas pedindo para aprofundar as posições (eu perguntei como ele acabaria com a guerra), perguntar como chegou na opinião e assim por diante. Após mais de uma hora, não consegui mudar em nada a opinião dele, mas aprendi muito sobre os argumentos da lavagem cerebral que a mídia censurada russa usa, o que me ajudará nas próximas conversas.Você acredita que a escuta inteligente possa ser útil no atual clima de radicalismo político no Brasil?#ismarbecker #carreiras #oportunidades #negócios #liderança #tolerância #negociação 

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