A economia, a sociedade e as pessoas mudaram. Por que muitos gestores continuam tentando resolver problemas novos com soluções velhas?
Na semana passada, quase perdi a paciência com a eficiência de uma ótima profissional, que me fez perder um dia explicando para o cliente onde ela trabalha, que ela havia feito certo uma tarefa errada, que não alterava em nada o resultado do projeto no qual trabalhamos.
Mas Ismar, ser eficiente não é uma qualidade importante em qualquer profissional?
A resposta, como no projeto que citei, é um definitivo NÃO. Vou tentar explicar com duas frases quase tão velhas como andar para frente:
“Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência aquilo que não deveria ser feito de forma alguma”, escreveu Peter Drucker, em 1966.
“Não são as atividades que contam, mas sim os resultados. Pessoas eficazes não fazem muitas coisas, mas fazem as coisas certas”, disse Fredmund Malik, em 2006.
O que a profissional fez foi fazer certo algo que não precisaria, nem deveria ter feito. O resultado foi que ela, eu e o CEO do cliente perdemos tempo, durante o qual poderíamos ter dedicado aos assuntos ou projetos que agregassem valor ou reduzissem custos.
Para tentar ajudar a profissional, reli uma parte do livro do Malik, que inspirado em Drucker, lista cinco competências de um gestor:
- Definir OBJETIVOS corretos.
- Organizar o trabalho CERTO para as pessoas CERTAS.
- Medir e AVALIAR o desempenho.
- DESENVOLVER pessoas e a si mesmo.
- Tomar DECISÕES responsáveis.
Quanto tempo você perde com pessoas que fazem certas tarefas que não são necessárias?
Fonte: “Führen, Leisten, Leben – Wierksames Managent für eine neue Welt” – Fredmund Malik.
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