Apesar do maniqueísmo (nós x eles) implantado no país, é possível manter um diálogo civilizado, cordial e construtivo. Duvida? Quer ver um exemplo?
Na quarta-feira (25/06), fiz uma palestra no Fórum Regional de Diversificação Econômica de Minas Gerais, promovido pela Federaminas, convidado pelo Amarildo Pereira de Souza.
PREPARAÇÃO E IMPROVISO
Falar em uma hora sobre cenários econômicos, políticos e sociais para a Diversificação Econômica, focando nos municípios do Quadrilátero Ferrífero, não é uma tarefa muito simples.
Mais complicado ainda porque a plateia seria muito diversificada em termos de experiências, setores e ideologias, afetada pela Maldição das Commodities, por viver em modelo de uma sociedade extrativista, segundo o conceito de Daron Acemoglu no livro Por que as Nações Fracassam.
Meu quase pânico começou com os pronunciamentos dos representantes do governo liberal de Minas Gerais, entre eles a Milena Pedrosa, que foi Secretaria de Cultura e Turismo do estado. Eles falaram quase tudo que eu tinha como tema da metade da minha palestra, mostrando como um governo pode alavancar a geração de riqueza.
SE VIRA NOS 30
Comecei a sair do choque quando lembrei de uma frase de um grande mineiro, João Guimarães Rosa, sobre a resiliência: “Sapo não pula por boniteza, mas, por precisão”.
Ajustei meus argumentos, focando mais nos cenários políticos nacionais e internacionais. Em um estado governado por um liberal, com uma plateia majoritariamente liberal, usei e abusei de usar minhas convicções liberais, criticando o modelo intervencionista populista da esquerda. A reação foi como anunciar em um boteco que as bebidas eram por conta da casa.
AÇÃO E REAÇÃO
Como não tudo que reluz é ouro, no dia seguinte encontrei o Carlos Barbosa, do Instituto IDEGOS, que elogiou a metade da minha palestra e detonou a outra metade. Ele era, com o perdão do trocadilho, um cisne negro ideológico, no conceito do Nassim Taleb, naquele fórum liberal.
DIÁLOGO ANTIFRAGIL
Depois de mais um choque, tentei justificar minhas críticas ao (des) governo. A partir daí começamos uma troca de visões, experiências, modelos de vida, que nos levaram a concluir que, embora tenhamos visões de mundo divergentes, temos uma visão comum: queremos um mundo melhor para todos!
Viu como é possível diminuir o maniqueísmo que está acabando com o Brasil?
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