IMPÉRIO PETRALHA – COMEÇO DO FIM

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Por Ismar Roberto Becker

“Há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem”. Esta frase de Lenin é perfeita para descrever a desintegração do (des) governo, desde que tentou dar o golpe do IOF. Quer acompanhar passo a passo?

Cobrar imposto é como coçar, basta começar. A história nos ensina que todos os governos da história vão comendo mais e mais do valor criado pelo povo, até a paciência do povo acabar.

Três exemplos são a revolta contra a Derrama (Brasil, 1789) que acabou com o enforcamento de Tiradentes, o Tea Tax (imposto do chá, 1773) que deflagrou a independência dos EUA e o Imposto do Sal (Índia, 1930). Com o aumento do IOF, todos foram considerados injustos, gerando uma enorme indignação popular.

– O tempo da coragem chegou, a questão do orçamento não é papagaiada. Não é entre direita e esquerda, mas entre ilusão e realidade. Precisamos de pautas estruturantes, de revisão de subsídios, de uma reforma administrativa, não contra o servidor público, mas a favor do Brasil. Organizar o presente para preparar o futuro. Hugo Mota, Presidente da Câmara, eleito com o apoio do (des) governo.

– Precisamos de uma agenda estruturante para as contas e a dívida pública. Não vai dar para tirar o band-aid da dor. O Banco Central vai defender nossa moeda, que é nosso maior ativo. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, indicado pelo (des) governo.

– Gasto não é vida. Gasto excessivo é morte. Investimento é vida. O tempo das mudanças chegou. Estamos em um high time, time (pico) dos programas de transferência de renda. Precisamos trazer as pessoas de volta ao trabalho. O Brasil é um carro dirigido com um pé no acelerador (gastos fiscais), e um no freio (juros). A responsabilidade dos juros altos é irresponsabilidade fiscal. O Brasil é o único país do mundo que dá ganho de produtividade para quem não trabalha. André Esteves, chairman do BTG Pactual, um dos grandes doadores das campanhas petralhas, e interlocutor frequente do Imperador de Garanhuns.

– O ajuste das contas públicas pela receita (impostos) chegou ao limite. A reforma tem que vir pelo lado da despesa. Chegou a hora. Temos que rever os altos gastos sociais, fazer a reforma administrativa, tirar a exoneração da folha de pagamentos. Gasto é como unha, tem que cortar. Wesley Batista – sócio da JBS, conhecido como açougueiro petralha. Confirmou em delação premiada um repasse de mais de 150 milhões de dólares para a ensacadora de vento e o príncipe.

Além deste fogo amigo (tiro pelas costas), também se manifestaram o presidente do Itaú, e da Febraban, mas vamos deixá-los de lado, para não tirar o peso das balas dos amigos.

Maquiavel, em O Príncipe, diz que dois fatores moldam o sucesso de um governante: Fortuna (sorte, contexto) e Virtù (capacidade, astúcia, energia). Desde antes de assumir o terceiro (des) governo, o Príncipe de Garanhuns deu mostras claras de que tinha perdido muito do Virtù das tratativas políticas.

Quanto tempo ainda dura este (des) governo?

Fonte: “Alicerces da Nova Economia” – Painel do Fórum Esfera.

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