IA DESTRUINDO A EDUCAÇÃO

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Por Ismar Roberto Becker

O trem da IA está partindo. Podemos viajar no trem ou ser atropelados se quisermos pará-lo. Como os luditas do século XXI vão reagir?

A maioria dos humanos reage aos avanços tecnológicos.

Os luditas destruíam máquinas têxteis em 1811. Religiosos alertavam sobre a força invisível da eletricidade no final do século XIX. No Reino Unido, os primeiros automóveis tinham que ter alguém com uma bandeira vermelha caminhando na frente. As vacinas, que salvaram milhões, continuam a ser rejeitadas até hoje.

A Inteligência Artificial é a inimiga da vez dos luditas modernos, da Educação, pelos profundos e rápidos efeitos disruptivos sobre quase tudo que eles sabem fazer.

O modelo repetitivo de ensinar tudo a todos ao mesmo tempo, tem uns 400 anos. Foi aperfeiçoado na Revolução Industrial para formar indivíduos disciplinados e obedientes.

O modelo é baseado na repetição, conformidade e previsibilidade. Limita o pensamento crítico, julgamento, decisão e criatividade.

A sociedade espúria do Estado regulador e de guildas de professores impede qualquer mudança, vista como ameaça ao sistema.

Vejamos como pensam os dois lados:

ARGUMENTOS CONTRÁRIOS

Atrofia do pensamento crítico, dependência tecnológica precoce, aumento da desigualdade educacional, redução da interação professor-aluno, riscos éticos (IA erra), fim dos objetivos clássicos como formar caráter.

ARGUMENTOS FAVORÁVEIS

Foco no desenvolvimento, no tempo economizado (professor e aluno) na memorização e repetição.

Personalização do aprendizado, já que alunos aprendem em tempos e de formas distintas. Professores podem delegar tarefas extra aula (corrigir provas, preparar aulas) para interagir mais com alunos.

Evidentemente, professores e alunos deverão ser alfabetizados em IA. Conhecer as vantagens e as limitações, além do seu uso ético.

A IA não vai substituir o pensamento. Ela pode, como parte de um novo modelo (pós-revolução Industrial), liberar tempo (nosso recurso mais escasso e perecível) para potencializar a capacidade cognitiva dos seres humanos.

Você percebeu que os argumentos críticos sobre a IA são exatamente o que se espera da IA?

Como você imagina o papel da IA na educação?

Fonte: “AI & Education: Generative AI & the Future of Critical Thinking” – Jeff Crume – IBM Technology.

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