GUERRA CONTRA METADE DO BRASIL

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Por Ismar Roberto Becker

Essa eleição vai ser uma guerra e nós vamos ter que estar preparados para ela. Temos que ser mais desaforados, porque eles são. Não podemos ficar quietinhos. De quem foi esta declaração?

As opiniões políticas no Brasil estão calcificadas. Um lado quer o bem e acredita que o outro quer o mal. Má gestão, corrupção, gastos exorbitantes em viagens, uso da máquina estatal para campanha, são aceitas do meu lado, e demonizadas do outro.

Na última eleição, o eleito teve 50,9% dos votos válidos e o perdedor, 49,1%. Quando um declarado candidato à Presidência declara guerra a metade dos eleitores, estamos caminhando para uma ditadura de uma maioria somente um pouco maior do que a maioria.

Um especialista em líderes autoritários, Frank Dikötter, listou as seguintes características deles:

– As eleições são existenciais. Adversários são inimigos. A derrota seria uma catástrofe.

– Ele é a encarnação da vontade do povo (nunca antes na história do país). Quem discorda é traidor, fascista, sabotador, inimigo da nação.

– Divide o país entre nós x eles.

– As redes sociais têm que ser censuradas, talvez com a ajuda de técnicos de confiança chineses, para que sua narrativa não seja desmascarada.

Madeleine Albright, que mostrou que o fascismo não é uma ideologia, mas um método, usado por líderes autoritários da direita e esquerda, completou a lista de Dikötter:

– Estão acima das instituições.

– São os únicos para salvar o país.

– Deslegitimam adversários.

– Desmontam instituições (ex. IBGE).

– Acusam elites de corrupção (caso do roto criticando o maltrapilho).

– Inventam narrativas simplificadoras.

Quando um candidato declara uma guerra contra a metade do eleitorado, qual deve ser a reação?

Quando líderes transformam eleição em guerra, estamos diante de mobilização democrática ou de erosão institucional?

Fonte: “Caveman Marxists: Frank Dikötter on whether China is a Flery Dragon” – Hoover Institution; “Lula sobe o Tom e diz que eleição será uma guerra” – @Meio; “Fascism – A Warning” – Madeleine Albright.

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