GALINHA BRASILEIRA VOANDO

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Por Ismar Roberto Becker

Não faltam motivos para “bebemorar” as vitórias do Aiatolá de Garanhuns. Estamos com a menor taxa de desemprego, maior utilização da capacidade industrial, o PIB cresceu 1,4% no segundo semestre. Por que os economistas criticam a política fiscal do governo?

Nunca antes na história deste país, uma frase do deus dos progressistas, foi tão adequada para o Brasil de 2024. Disse o camarada Marx: “A história se repete, a primeira vez como TRAGÉDIA e a segunda como FARSA”.  Vamos aos fatos.

Levamos 10 anos para sair do buraco cavado pela Nova Matriz Econômica, promovida pela ensacadora de vento, que usou e abusou, de todos as pedaladas para injetar dinheiro na economia para gerar crescimento. O resultado foi a maior recessão, a maior taxa de desemprego da história, além da maior inflação depois da consolidação do Plano Real. Um governo e meio foram necessários para voltar aonde estávamos em 2014. Nem bem recuperamos o prejuízo, vem o plantador de postes, para usar a mesma receita, que vai causar o mesmo estrago. Como não leu Marx, não aprendeu a história.

Alguém pode perguntar por que estou reclamando quando crescemos 1,4% no segundo trimestre, e 3,3% com relação ao segundo trimestre de 2023. A resposta é simples. Este crescimento foi anabolizado, como um atleta dopado, por gastos governamentais.

O tsunami de recursos que foram injetados com aumentos reais do salário-mínimo, antecipação decimo terceiro salário dos aposentados, pagamento de precatórios, aumentou o consumo em 4,7%, muito acima do crescimento do PIB.

Para os que não gostam da matemática, por isto não sabem onde vai terminar e, por não terem lido o que Marx escreveu sobre a repetição da história, emprestarei a música de Paulinho na Viola:

“Dinheiro na mão é vendaval. É vendaval. Na vida de um sonhador. De um sonhador.
Quanta gente aí se engana. E cai da cama. Com toda a ilusão que sonhou. E a grandeza se desfaz. Quando a solidão é mais”.

Para os incautos, a estratégia do (des) governo está dando resultados. Crescimento + baixíssimo desemprego + aprovação do governo (leia-se guru).

E quando chegar a conta “cumpanheiro”.

Quando não der mais para aumentar a carga tributária?
Quando não acabarem as receitas extraordinárias?
Quando gastarem o dinheiro confiscado das contas inativas?
Quando os aumentos vinculados à inflação, e ao crescimento, absorver todo o orçamento?  Quando o aumento de juros já não for suficiente para os investidores deixarem o dinheiro aqui, provocando a Dominância Fiscal? Quando a “cumpanheirada”, depois da surra que levarão nas eleições deste ano, pedirem verbas para comprar a reeleição?

Qual será o coelho que você vai tirar da cartola? Quem vai culpar pela catástrofe, que tem data marcada para acontecer?

Alguém tem outra proposta antes de 2027?

Fonte: meu desabafo ao ver a história se repetir como farsa.

#ismarbecker #economia #inflação #juros #impostos #Marx #Populismo

 

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