“Empresa familiar é um organismo vivo, que precisa de equilíbrio entre a razão e a emoção”. Como navegar, e sobreviver, em uma Empresa Familiar?
O organograma de uma empresa deveria ser como um mapa para a tomada de decisões. Na prática, sabemos que existem conexões informais entre áreas e pessoas, e que todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros. Coloque este problema na potência 10, quando se trata de uma empresa familiar.
Quer ver um exemplo concreto?
Na semana passada, visitei uma empresa familiar que é um case de sucesso. É um dos líderes do setor. Um dos sócios fundadores é o líder de direito e de fato. Tem a maioria das ações, é extremamente centralizador, sua paixão é a técnica. Está no segundo casamento, tem três filhos, que atuam na empresa. O outro sócio, não tem funções executivas, e seu único filho já está na empresa.
A gestão de empresa é feita com alguns executivos chave, prata da casa. Faz algum tempo que foram contratados executivos de mercado para algumas funções-chave.
Conversei com alguns executivos, com um dos filhos do controlador e, finalmente, com o capo de tutti capi. Ele sabe, pero no mucho, que tem que encaminhar a sucessão. Além deste problema, começam a aparecer os conflitos do FUNCIONOGRAMA, organograma informal, composto pelos executivos e familiares. O funcionograma reflete como as decisões são realmente tomadas na empresa, independentemente do organograma formal.
Parece familiar para você?
A frase sobre a empresa como um organismo vivo é do decano da gestão de empresa familiar no Brasil: Renato Bernhoeft, retratando o que passa em 10 entre 10 empresas familiares, embora ocorra também, em escala menor, nas não familiares.
Algumas lições que aprendi sobre funcionogramas:
- Influência – Independentemente do cargo, é quem influencia as decisões.
- Poder – Quem manda de fato. Aquele que pode mudar uma decisão da razão com a emoção.
- Informação – Quais os canais informais, paralelos aos formais, sendo às vezes mais importantes.
- Conflitos – Abertos e potenciais.
- Papéis – Alguém que tem a última palavra, ou veto, em alguma decisão chave, mesmo não atuando diretamente na empresa.
Sem entender o funcionograma de uma empresa familiar, é impossível pensar em um plano de perenidade.
Você pode contar alguma experiência do funcionograma em ação?
Fonte: “Empresas Familiares – Construindo Equipes Vencedoras” – Renato Bernhoeft.
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