A Lei da Gravidade é implacável: tudo que sobe, cai. A queda da popularidade do (des) governo é CONJUNTURAL (transitória) ou CONJUNTURAL (permanente)?
Desde a eleição de 2018 no Brasil, o cenário político brasileiro pode ser definido como lulanaro, onde um lado é o bem e o outro o mal. A polarização política virou uma calcificação, onde as ideias defendidas pelos dois personagens se transformaram na identidade do eleitor. É um eterno Fla x Flu político, que não terminou com a eleição. Esta avaliação está no livro “Biografia do Abismo – Como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil”, de Felipe Nunes e Thomas Traumann.
Em 2022, o país ficou dividido. De um lado, uns 49% formados, segundo o livro, por pequenos e médios empreendedores, conservadores cristãos, agro e fascistas. Do outro, D/E (dependentes do Estado), progressistas, petistas (em minúscula), esquerda radical. Quem decidiu a eleição foi uma minoria dos Liberais Sociais (2 a 3% do eleitorado). Até pouco tempo, muitos acreditavam que ambas as metades não mudariam, independentemente dos erros do mito ou do semideus.
A última pesquisa da Quaest, da qual o Felipe Nunes é sócio, mostra que a aprovação do presidente despencou em oito dos principais estados. Em SP 51% avaliam a gestão como negativa, em Minas Gerais 51% aprovaram em dez/2024, agora são 34%, no PR de 59% caiu para 37%, em Goiás de 58% para 41%, em Pernambuco de 55% para 38%, para o filho da terra, na Bahia, de 38% para 21%.
Um dos fatores que mais pesaram para esta queda foi a inflação dos alimentos, que pesam muito mais na cesta dos mais pobres. Pelo menos três produtos fundamentais na mesa do brasileiro (carne bovina, café, chocolate) tiveram aumentos por problemas fora do controle do governo (seca ou chuva na hora errada). Estes preços deverão cair, só daqui a uns dois anos. Até lá, nada da picanha prometida na campanha.
Economia: estes são de responsabilidade integral do (des) governo, com gastança generalizada. Mesmo com um dos juros reais mais altos do planeta, a inflação não cairá até 2026. Pelo contrário, pode subir com mais crédito consignado, liberação de FGTS, Pé de Meia, Bolsa Gás. É bombeiro apagando incêndio com gasolina.
Social: a TEOLOGIA da LIBERTAÇÃO (opção pelos pobres) foi um dos pilares deste (des) governo. Nela, o Estado deveria sustentar os pobres, que votaram em troca nos candidatos ditos progressistas. Na maioria do Brasil, impera hoje a TEOLOGIA da PROSPERIDADE, que diz que a pobreza é a falta de fé e esforço individual. Ela é a base das igrejas pentecostais, que tiram votos tradicionais do progressismo, que representam uns 30% da população.
Você identifica alguma possibilidade de melhorias até as eleições?
Fontes: “A pior crise de popularidade de lula” – O Assunto – G1; “As verdadeiras causas da inflação dos alimentos”, BM&C com Xico Graziano; “Biografia do abismo” – Felipe Nunes – Thomas Trautmann.
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