Um país necessita de uma Política de Estado, com objetivos permanentes, independentemente do governo do dia. Quer saber por que isto acabou no Brasil?
“Nós não estamos em uma guerra tarifária. A guerra tarifária vai começar quando eu der uma resposta a Trump, se ele não mudar de opinião”. Esta frase, do presidente resume a situação do Brasil, que não tem mais uma política de Estado, mas cujo Estado foi sequestrado pela ideologia e por uma corja (grupo de pessoas de mau-caráter) cujo único interesse é o poder.
BRIGA COM USA
Evidentemente, algumas demandas de Trump são absurdas e, como tal, devem ser tratadas como tal. O presidente de uma democracia não pode interferir no judiciário, mesmo que o nosso tenha um viés político-ideológico.
A política de taxação de importações de Trump é arbitrária e burra. Ele vai pagar o preço, mas qualquer negociador mediano sabe que na carta de Trump, o tema do ex-presidente foi um bode na sala, que seria tirado durante a negociação. Os temas econômicos poderiam e seriam negociados, como está acontecendo com muitos países. O problema é que o conflito interessa para os dois protagonistas. O americano quer dar uma lição em um presidente de uma república bananeira, na opinião dele. O brasileiro, que estava nas cordas, conseguiu recuperar um pouco de popularidade e, como não tem outra agenda, vai apostar tudo nesta.
PRÓXIMOS CAPÍTULOS
Participei de duas reuniões com empresários do setor de madeira e móveis catarinenses esta semana. Santa Catarina exportou 1,7 bilhões de dólares para os EUA em 2024. Produtos de madeira reflorestada representaram 37,3% e móveis 6,4%. A maioria das empresas teve seus embarques suspensos. Muitas já estão antecipando férias. Em mais algumas semanas, começam as demissões. De um total de mais de 130 mil empregos, uns 40% estão na corda bamba.
Nestas reuniões, fiz o papel de garçom de festa que diz que a bebida acabou. Mesmo que a tarifa de 50% seja prorrogada, os embarques não serão retomados. O foco das ações de Trump não é Bolsonaro, nem Moraes. É o Aiatolá de Garanhuns que não perde oportunidade de atacar ele, os EUA, o dólar, além de ser aliado de democracias (sic!) como o Irã, Rússia, China, Hamas.
AGENDA DE ESTADO
Um país deveria ter fundamentos do Estado na constituição. Deveria ter temas de Estado no orçamento. Nos últimos governos, com exceção do curto de Temer, tivemos pautas ideológicas, partidárias e pessoais.
Como podemos construir uma agenda de Estado no Brasil?
Fonte: “A Fatal Arrogância – Os Erros do Socialismo” – Friedrich A. Hayek.
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