O futuro da Alemanha e da Europa estão em risco. Quer saber por quê?
Na semana passada, comentei em (https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-alemanha-democracia-activity-7299382782718349313-W8srtm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAA2bOxcBye2CyN6KPOWtiZwk3L_FHnxMT84) os cenários da eleição na Alemanha. Felizmente o resultado foi o pior possível. Os alemães têm mais algum tempo, no máximo quatro anos, para arrumar a casa. Vamos ver os três cenários possíveis:
RESULTADO ELEIÇÕES
Como o FDP (Liberal) e a BSW (puxadinho do Putin) não atingiram os 5% dos votos, ficaram de fora do Bundestag. Com isto, o CDU/CSU do Friedrich Merz (centro-direita), com 28,5% dos votos, ficou com 33% (208) dos 630 deputados. O SPD (centro-esquerda, caindo para o extremo) teve 16,4% dos votos, elegendo19% (120) dos deputados.
Na matemática eleitoral alemã, dois partidos que tiveram 44,9% dos votos têm a maioria dos 52,06 deputados. Os partidos da coalização Ampel perderam 19 pontos percentuais dos votos, que foram para os extremos (AfD e Die Linke). Em resumo, o país ficou mais polarizado, e os três partidos que devem ficar fora do governo têm votos suficientes para vetar mudanças constitucionais.
CENÁRIOS
Como nenhum partido tem a maioria sozinho, é necessária uma coligação. A provável é a GROKO (Grande Coligação). Por muitos anos, inclusive durante uma parte da anestesia política da Muti, o CDU/CSU governou com o SPD. O problema é que o partido de centro-esquerda inclinou mais para a extrema-esquerda, adotando o xiitismo econômico (Gasto é Vida), climático (volta às cavernas), comunismo (expropriação da propriedade privada), identitário (Woke). Um eventual governo Groko pode resultar em dois cenários:
1. DISRUPTIVO – Mudanças estruturais na economia (desburocratização, desregulamentação), na imigração (fechar fronteiras e extraditar ilegais), na defesa (reconstruir as Forças Armadas, destruídas pela Merkel).
2. EVOLUTIVO – Mudanças incrementais (cosméticas) para conseguir apoio do SPD.
Os resultados possíveis são uma retomada do protagonismo alemão na Europa, com as medidas disruptivas, ou uma vitória retumbante da AfD nas próximas eleições de 2029, ou provavelmente antes.
Você ainda acredita que só o Brasil tem problemas?
Fontes: “Sperrminorität im Bundestag: Wurde die Linke mit AfD stimmen” – Markuz Lanz – ZDFHeute Nachrichten; “Vernichtende Nierdelage für die Bundesregierung” – Werner Patzelt – Apollo News; “Merz or Break” – Gzero – Ian Bremmer.
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