A implosão do comunismo foi anunciada como o fim da história. O mundo seria dominado por democracias liberais. Quer saber como deu errado?
A teoria de Francis Fukuyama do fim da história foi que os que sofreram com as ditaduras comunistas nunca mais aceitariam voltar. Ainda bem que ele colocou um ponto de interrogação (?) no título, diferentemente de Hegel, um dos pais intelectuais de Marx, que previu que chegaríamos a um Estado Racional. A partir 1991, com o fim da URSS assistimos à seguinte evolução nos regimes populistas (de direita ou esquerda), onde o líder fala direto com o povo.
AUTOCRACIA
É um modelo de poder centralizado, sem oposição e divisão de poderes, sem liberdade de expressão e com culto à personalidade do líder supremo. Com o tempo, a economia de mercado é enfraquecida, ou suprimida na prática.
CLEPTOCRACIA
Clepto, em grego, significa ladrão. As autocracias evoluem (ou involuem) para um regime onde o líder e seus asseclas, só pensam naquilo: enriquecimento pessoal. Para continuar mamando nas tetas do Estado, deixam um grupo maior dominar ministérios como o do INSS, empresas estatais, agências reguladoras.
KAKISTOCRACIA
Kakistos em grego significam os piores. Algumas autocracias, cleptocracias são dominadas por incompetentes, corruPTOs, moralmente falidos.
Esta evolução não acontece necessariamente nestas três etapas. A historiadora Anne Applebaum acredita que Trump transformou uma das mais antigas democracias, em uma ClePTcracia Kakistocrática.
Segundo Applebaum, a riqueza da família Trump aumentou uns 3 Bilhões de Dólares em três meses. Isto foi antes da viagem ao Golfo Pérsico, e o Boeing 747, que ele ganhou da monarquia totalitária do Catar. Diferentemente do primeiro governo, onde tinha alguns assessores e secretários competentes, desta vez se cercou de “yes man” que fazem o que ele quer. O modelo da democracia liberal ocidental foi substituído por “deals” (acordos) visando ganhar o máximo possível, no menor tempo possível.
E O BRASIL
Nos últimos anos, estivemos sob o jugo de presidentes com claro perfil de autocratas. Conseguiram dividir o país ao meio, visando se manter no poder. Os dois têm tendências cleptocratas, comprovadas por sítios, apartamentos tríplex, venda de joias que eram presentes de Estado. Um deles formou um governo híbrido, com uma ala competente e outra kakistocratica. O outro, mesmo com a experiência de dois governos, conseguiu, como nunca na história desse país, colocar tanta gente ruim em um ministério. As exceções são como trevos-de-quatro-folhas no deserto.
Qual é a proporção de Auto, ClePTo e Kakistocracia no modelo político do Brasil hoje?
Fontes: “Kleptocracy, Inc”– with Anne Applebaum – Prof. G Conversations.
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