EURO FRACO 0309

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Por Ismar Roberto Becker

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Este é o dilema da Europa com relação à desvalorização do Euro. Quer saber como a Europa está (ou não) reagindo à desvalorização do Euro, e como isso pode nos afetar?Existem dois tipos de câmbio: o fixo (ou com variações controladas) e o flutuante. O problema do fixo, ou ajustado pelo governo, é que ele contraria as leis do mercado e, em algum momento, estoura.Um dos casos mais conhecidos é da quarta-feira negra (16/set/1992) quando George Soros apostou contra a Libra Esterlina, ganhando mais de 1 bilhão de dólares. Teremos uma outra implosão na vizinha Argentina nos próximos meses.Já o câmbio variável, é determinado por fatores macroeconômicos (inflação, equilíbrio fiscal, balanço de pagamentos, taxa de juros, etc.) e fatores políticos (instabilidade).A frase de um ex-ministro da Fazenda definiu o problema deste tipo de câmbio: “O diabo do câmbio flutuante é que ele flutua”. Quem está nesta situação agora é a Europa, que viu o Euro derreter nos últimos meses, chegando a ficar abaixo do Dólar.Uma das manchetes da última edição da revista alemã Wirtschaftswoche resume bem a situação: “O Euro fraco prejudica nosso bem-estar”. Se por um lado a desvalorização favorece as exportações e incentiva o turismo, por outro lado, ele aumenta a inflação e reduz o consumo interno.Esta situação não deve mudar, enquanto o Banco Central Europeu deixar de cumprir seu papel monetário, não aumentando os juros e continuar fazendo política, mantendo os juros baixos para não prejudicar os países muito endividados (Itália, Espanha, Grécia, por exemplo).Além de baratear as férias de brasileiros na Europa, quais outras vantagens (ou desvantagens) um Euro fraco traz para você?#ismarbecker #economia #Euro #cambio #exportações #Alemanha #UniaoEuropeia #Europa 

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