ESCREVER É UM ATO EGOÍSTA

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Por Ismar Roberto Becker

Escrever as primeiras linhas em uma folha em branco não é fácil. É um ato solitário, porque o papel não fala. Como romper a inércia e o medo?

Comecei a publicar minhas reflexões sobre economia e política, em meados de 2013. Meu filho estudava no INSEAD e pediu para escrever algo sobre as manifestações de 2013, que deflagraram o impeachment da presidenta. Fiz quase uma catarse, sem me preocupar com quem iria ler. Enviei uma cópia para meu pai, que me convenceu a publicar no jornal regional.

Em abril de 2021, comecei a postar diariamente no LinkedIn. Algumas lições que aprendi depois de umas 600 colunas de jornal e uns 1.400 posts, que equivalem a umas 4.000 páginas.

  1. PLANEJAMENTO: inspiração é um bem escasso. Sem uma agenda de quando e sobre o que vai escrever, é quase impossível cumprir.
  2. ESTOQUE: no dia a dia vivenciamos experiências, lemos, ouvimos, assistimos podcasts, filmes, etc. Vou anotando os eventos e compilo uma vez na semana.
  3. DISCIPLINA: deixar para escrever na última hora, não é uma boa receita. Esboço o tema e os postos-chaves para escrever o texto uns dias antes.
  4. STORYTELLING: antes da invenção da escrita e dos livros, já passávamos por experiências e contávamos histórias. Esta lógica continua nas nossas mentes.
  5. EGOÍSMO: não escrevo para agradar ou desagradar a A ou B. Escrevo para mim. É a forma de ser autêntico, mesmo que muitas vezes gera críticas e até ofensas.

Vale a pena?

Se você está pensando em ganhar dinheiro, esqueça. Isto é para muito poucos. Terá reconhecimentos, às vezes inesperados, que fazem bem para o ego. O grande lucro é o desenvolvimento pessoal, nas pesquisas para escrever e na consolidação dos conhecimentos ao escrever.

Como é sua experiência de escrever?

Fonte: “El Infinito en um Junco” – Irene Vallejo.

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