O Brasil e a Argentina parecem dois bêbados cambaleando a cabeçar postes. Só que, a Argentina parece estar a caminho da economia de mercado, enquanto o Brasil parece estar de volta ao bar. Quer conhecer a história desta frase? Para responder à pergunta acima, terei que dar algumas voltas, mas prometo que o final valerá a pena.Como os socialistas igualitários não tem muita familiaridade com as quatro operações da matemática, já que só conhecem a subtração e a divisão, veja alguns números sobre a evolução da qualidade de vida desde a Segunda Guerra:1. Expectativa de vida: Em 1950, era de 48,5 anos. Em 2019, 72,8 anos, um incremento de 50%.2. Taxa de mortalidade até 5 anos: 20,6 crianças morriam até os 5 anos em 1950. Só 2,7% em 2019, redução de 87%. 3. PIB per capita: passou de 3.296 dólares em 1950, para 15.118 dólares em 2018, um crescimento, ajustado pela inflação, de 359%. 4. Consumo calorias: aumentou de 2.191 quilocalorias em 1961, para 2.885 em 2013 (+ 31,7%).5. Anos na escola: era de 2,59 anos em 1950 e 8 anos em 2017 (+ 209%).Uma grande parte desta evolução, deve-se ao fato de que bilhões de pessoas deixaram de ser subjugadas por regimes socialistas neste período.Já comentando a frase de abertura, vejamos os números do Brasil e da Argentina, nos mesmos períodos.1. Expectativa de vida: Brasil – 53 para 76 anos. Argentina – 65 para 77 anos.2. Taxa de mortalidade até 5 anos: Brasil 17 para 1. Argentina 8 para 1. 3. PIB per capita: Brasil 3.005 para 14.034 dólares. Argentina 9.083 para 18.556 dólares, mas desabando para 10.636 dólares em 2021.4. Consumo calorias: Brasil 2.217 em 1958, 3.125 em 2013. Argentina 3.125 para 3.229. Desde 2013, este número deve ter subido muito no Brasil, enquanto desabou na Argentina.Na última sexta-feira, o presidente argentino, aquele que visitou um preso em Curitiba, e foi o primeiro a ser visitado pelo novo PR brasileiro, anunciou que não será candidato à reeleição, seguramente por medo de ser massacrado nas urnas por ser o responsável por uma inflação de mais de 100%, que rebaixou uns 40% da população pobreza e uns 10% à miséria. Vejamos duas pérolas do vídeo de 8 minutos:“Temos que gerar um novo ciclo virtuoso, para garantir que a direita não volte ao poder, para trazer de volta seus pesadelos”. “Aqueles que pregam a liberdade são os que mais fazem para estabelecer um sistema socialmente injusto”. Como no famoso comercial da vodka Orloff, o Brasil seguiu os passos da Argentina por muito tempo. Invertemos esta tendência de 1994 até 2002, caminhando para uma economia de mercado, retornamos ao bar entre 2002 e 2013, e estamos brindando com o vizinho novamente. Será que a frase da abertura do grande Roberto Campos, avô do presidente do Banco Central, continua válida? #ismarbecker #economia #inflação #juros #recessão #populismo #Argentina



