A diferença entre os dois candidatos a presidente em 2022 foi de 1,8%. Não será diferente em 2026. Quer ver quem vai eleger presidente por uns 3% dos eleitores?
A polarização política (nós x eles) dividiu o Brasil ao meio. A eleição de 2022, calcificou os eleitores em dois lados inimigos, segundo a definição do livro Biografia do Abismo. A partir desta análise, vamos tentar projetar o cenário para 2026.
ELEIÇÕES 2022
Os votos do segundo turno podem ser divididos da seguinte forma:
Candidato “L” – 50,9% dos votos – 8% petistas (voto caixão) + 10% progressistas (pintar o mundo de cor de rosa) + 30% D/E (dependentes estado ou bolsa voto)
Candidato “B” – 49,10% = 4% empreendedores (pequenos/médios empresários) + 29% conservadores cristãos (conservadores) + 14% agro + 2% fascistas (defensores do golpe)
Quem decidiu a eleição foi a grande parte dos 3% de liberais sociais, que nunca tinham votado no “L”, mas não queriam o “B”. Votaram contra “B”, em branco, nulo ou se abstiveram.
PESQUISAS ELEIÇÕES 2026
A margem de acerto das pesquisas eleitorais sérias no Brasil é muito alta. Como a centro-direita não tem um candidato definido, as preferências do “L”, que é candidato, não podem ser comparadas literalmente com as dos outros candidatos, que estão perto dele.
O índice que deve ser avaliado é a rejeição, que é impossível de baixar. A última pesquisa da Genial/Quaest mostra que 59% não querem “L” e 64% não querem “B” como candidatos. A rejeição de “L” é de 53% e a taxa líquida de aprovação (aprovação – reprovação) é uns 5% negativos. Para uma reeleição tranquila, teria que ser uns 10% positivo.
MINORIA QUE DECIDIRÁ EM 2026
“L” e qualquer candidato de centro-direita terão entre 45 e 48% no segundo turno, distribuídos mais ou menos nas categorias de eleitores de 2022. A decisão será dos 3% de Liberais Sociais e dos que votaram, majoritariamente, no “L”, mas não votam mais.
Uma pesquisa do Instituto Ideia perguntou aos eleitores que votaram o “L” em 2022, mas que não querem ele candidato em 2026. Chega do mesmo. Estes eleitores representam 3% do eleitorado, sendo a maioria mulheres das classes B e C, da periferia de grandes cidades do Sudeste. Somados com os 3% dos Sociais Liberais, está o caminho para ganhar a eleição.
PALPITE
A rejeição do “L” acima de 50% + a maioria dos Liberais Sociais que elegeram “L” em 2022 + quase todos os 3%, especialmente as mulheres que votaram nele em 2022, mas não votam mais, são a grande chance de vitória da centro-direita em 2026. Esta chance diminui, ou até desaparece, se tiver alguém com o sobrenome “B” na chapa como presidente ou vice?
Você quer mais do mesmo, quer voltar ao caos permanente de 2018 a 2022, ou quer realmente mudar o Brasil?
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