Nunca antes na história do planeta, o ego de dois líderes eleitos causou tantos prejuízos para seu povo. Quer saber as consequências para o Brasil entre a disputa?
No post “Trump Acertou Alvo” https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-eua-comex-activity-7351204023733039105-mDdt?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAA2bOxcBye2CyN6KPOWtiZwk3L_FHnxMT84 contei a história da minha participação em uma investigação dos EUA baseada na Section 301. Hoje, tentarei separar o joio do trigo, focando no que vai afetar muitas empresas e empregados brasileiros nos próximos meses.
Trump está impondo tarifas para todo o mundo baseado na International Emergency Economic Powers Act, de 1977, que declara emergência nacional para impor restrições econômicas e sanções. Como não existe uma ameaça extraordinária aos EUA, estas medidas estão sendo questionadas na justiça. Logo, devem perder efeito.
O Brasil foi o primeiro escolhido para ser investigado pela Section 301 do Trade Act de 1974, que permite retaliar práticas comerciais desleais. É como uma metralhadora que serve para atingir qualquer alvo, com fundamentos legais.
As razões são os subsídios da Nova Indústria Brasil, restrições regulatórias e compras governamentais favorecendo empresas locais, exportações de aço, alumínio, madeira e móveis com preços de dumping, alinhamento ideológico com China, Irã e Rússia, rivais dos EUA.
A consequência é que os importadores americanos suspendem embarques, cancelam contratos de longo prazo porque uma tarifa extraordinária pode ser aplicada a qualquer momento. Isto já está acontecendo nas exportações de madeira e móveis, que estão sendo investigadas pela Section 232, prima da 301.
O que Trump realmente quer? Na economia, evitar que as Bigtechs sejam taxadas no Brasil, facilitar registro de remédios, reduzir as travas não tarifárias das exportações americanas, exportação de etanol. Na geopolítica, é uma retaliação ao protagonismo isolado do Brasil contra a hegemonia econômica e militar dos EUA.
A conta virá e atingirá todos.
– Exportadores brasileiros e seus funcionários: a paralisação dos embarques já afeta o caixa das empresas. A suspensão dos contratos e de novos pedidos, levará a demissões.
– Ex-presidente: o filho deu uma metralhada no pé do pai. O Agro, grande apoiador dele, passará a conta política para ele.
– Presidente: está comemorando a vitória de Pirro da redução da rejeição. Embalado pelas estratégias do Goebbels tupiniquim, dobra a aposta, não vendo que assim que começarem as demissões, sua popularidade vai para o ralo.
– Presidente USA: não entendeu que quem paga pelas tarifas de importação são os consumidores americanos. Com aumentos do suco de laranja e do café brasileiros, muitos dos seus eleitores vão começar o dia xingando-o.
Quais serão os próximos capítulos?
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