O Brasil já teve um presidente que dizia governar em nome de Deus e da Pátria. Agora tem outro que diz governar em nome do povo pobre.
Eles se odeiam. Mas bebem da mesma fonte: intolerância.
A ARMADILHA DAS TRIBOS
Existe uma maneira quase infalível de apanhar, simultaneamente, da extrema-direita e da extrema-esquerda: mostrar que seus ídolos são irmãos siameses — grudados no comportamento, separados somente pelo discurso.
Testei isso publicamente. Apanhei dos dois lados. Sinal de que o diagnóstico incomoda.
Os extremos são os rabinhos da curva de Gauss. Barulhentos, minoritários e convencidos de que representam “o povo”.
O PERFIL DO POPULISTA
Independente do rótulo ideológico, o populista compartilha traços claros:
• Coloca a ambição acima das instituições
• Divide a sociedade entre “nós” e “eles”
• Trata opositores como inimigos morais
• Relativiza ou despreza a verdade
• Ataca a imprensa, judiciário e parlamento.
• Explora medo, ressentimento e vitimismo
• Promete redenção nacional
Troque o discurso. O comportamento permanece.
COINCIDÊNCIA OU ROTEIRO?
Leia as frases abaixo sem tentar adivinhar o autor:
Eu acima de tudo
“Acabou, porra! Não vamos admitir que uma única pessoa tome decisão em nome de todos.”
“A única explicação para o que me aconteceu foi política: queriam impedir o povo de votar em mim.”
Nós contra eles
“Nossa bandeira jamais será vermelha.”
“É preciso derrotar o fascismo e o ódio no Brasil.”
“A imprensa é inimiga do povo.”
“O mercado financeiro tenta chantagear o governo.”
Uso sistemático da mentira
“Quem toma vacina pode virar jacaré.”
“Não houve mensalão, foi invenção da mídia.”
“As urnas não são confiáveis.”
“A Lava Jato foi uma quadrilha montada para me destruir.”
Descredibilização das instituições
“O STF interfere demais.”
“A imprensa mente descaradamente.”
“O Congresso é dominado por interesses fisiológicos.”
Exploração do ressentimento
“Só eu posso impedir o comunismo.”
“Só nós podemos devolver dignidade ao povo.”
“Vou libertar o país da velha política.”
Um doce para quem ainda acredita que isso é apenas coincidência.
O DIAGRAMA DE NOLAN
Preferências políticas são como as sexuais descritas em Cinquenta Tons de Cinza: existe um espectro amplo, mas os extremos adoram fingir que só há duas opções.
Para organizar essa bagunça, David Nolan criou o diagrama que cruza liberdade econômica e liberdade individual.
Quando colocamos ambos “salvadores da pátria” brasileiros nesse gráfico, o resultado é claro:
• Ideologicamente opostos.
• Comportamentalmente idênticos.
Ambos querem menos limites para si. Mais controle sobre os outros. E poder concentrado.
A PERGUNTA QUE IMPORTA
Se os extremos se parecem tanto, talvez o problema não seja escolher entre eles.
De que lado do diagrama você está — e por que ainda aceitamos ser reféns dos extremos?
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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